ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 13/01/2021
O mito da caverna, do filosofo Platão, enuncia a situação das pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da mitologia, a realidade brasileira destaca-se com a mesma problemática no que diz respeito as formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos. Sendo assim, dois aspectos fazem-se relevantes: a displicência estatal, bem como a burocracia para empreender no Brasil.
Primordialmente, é importante ressaltar a falta de atenção do Estado a questão como impulsionador do impasse. Tal fato se reflete nos escassos investimentos governamentais em levar conhecimento à população sobre educação financeira. Em virtude disso, a população vive afundada em gastos desenfreados o que impossibilita uma vida mais estável acarretando os problemas enfrentados no país. Sob esse viés, o filósofo grego Aristóteles afirma que a política deve ser usada de forma a alcançar um equilíbrio social. Logo, por falta de administração de algumas gestões isso não é firmado, ficando a balança comunitária cedida ao caos.
Ademais, a burocracia para empreender também constitui uma lacuna que corrobora a adversidade. Isso ocorre porque o brasileiro se ver travado pelos poucos incentivos fiscais, sem falar da falta de inovação que, se ocorresse, proporcionaria um ingrediente principal e vida longa para negócios de quaisquer segmento. Nessa visão, segundo a revista Época, é classificado como maior problema ao empreender as altas cargas tributárias e a complexidade em pagar os impostos, o que comprova a teoria de massificação do medo de empreender.
Urge, portanto, que medidas sejam atendidas para que as pessoas possam sair de suas cavernas. Destarte, o MEC, em parceria com os governos estaduais, deve promover a dissociação do conhecimento em escolas e universidades, por meio de incrementação no currículo obrigatório dessas instituições aulas de gerenciamento financeiro. Essas, podendo ser ensinadas por economistas, sociólogos e filósofos com práticas focadas nessa organização gerencial. Outrossim, pode ser mostrado a esses aprendizes o dever de repassar a seus familiares tais conhecimentos, ajudando, assim, a aumentar a gama da sociedade com noção de gerenciamento sobre sua renda. Tudo isso, a fim de despertar a criticidade ao atual episódio econômico e equilibrar a balança social, tal qual arraigar a ótica financeira rasa e o medo de empreender.