ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 08/07/2021
A Constituição federal de 1988, documento mais importante do país, prevê em seu artigo sexto, o trabalho como um direito inerente ao cidadão brasileiro. Todavia, isso não ocorre na prática quando se observa a falta de formas de organização da sociedade brasileira para o enfrentamento de problemas econômicos. Essa falta de organização econômica, desde século XX, gera um grande número de desempregados na sociedade brasileira. Logo, é imperativo analisar os fatores que favorecem esse quadro.
Primeiramente, deve-se ressaltar a ausência de medidas do Estado para combater os problemas econômicos no Brasil. Nesse sentido, a falta de políticas públicas, como ocorrido nos EUA na crise de 1929, evidenciam o descasso do Estado brasileiro com a população. A implementação do Keynesianismo - política de geração de emprego por parte do Estado -, por exemplo, diminuiria o desemprego no país. Contudo, o quadro brasileiro atual, devido ao alto desemprego, se configura, segundo o filósofo contratualista John Locke, como uma quebra do contrato social, já que o Estado, infelizmente, não cumpre com o seu dever de garantir o trabalho.
Ademais, é fundamental apontar o processo histórico brasileiro como um impulsionador da desorganização econômica brasileira. O período oligárquico, por exemplo, centrou suas políticas econômicas em prol dos grandes latifundiários e deixou grande parte da população, como os negros recém libertos, a margem do sistema ecônomico. Diante disso, o estado atual de desorganização, com cerca de 13 milhões de desempregados, é fruto, também, do processo histórico nacional. Logo, é inadmissível que esse cenário de quebra da Constituição continue a perdurar.
Portanto, a fim de organizar a economia brasileira em momentos de crise, o Estado, orgão responsável pelo cumprimento do contrato social, deve combater o desemprego no país. Isso pode ser feito por meio da implementação de políticas públicas Keynesianas, como a construção de ferrovias, que gerariam emprego e integrariam o país. Enfim, caso o Estado combata o desemprego, ele estará mais próximo de cumprir com os direitos previstos na Constituição e com o contrato social.