ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil

Enviada em 24/07/2021

A Revolução Técnico-científico-informacional possibilitou a flexibilização e a dinamização do fluxo de capitais e mercadorias, assim como a ampliação das bases do conhecimento. Paralelamente, o mercado nacional, assim como o internacional, apresenta períodos de crise que forçam a reestruturação de sua própria dinâmica. No entanto, há impasses para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil, ora pela inércia do poder público, ora pela insuficiência da estrutura educacional, o que torna urgente expor e viabilizar medidas para atenuá-los.

Em primeira análise, é imperativo pontuar que a Constituição de 1988, em seu conjunto de leis, garante o trabalho como um direito social fundamental. Contudo, tal estrutura teórica faz-se pouco efetiva no plano prático, uma vez que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desempregados, entre os meses de janeiro a abril de 2021, aproxima-se de 15% da população. Tal conjuntura aponta que as ações governamentais apresentam-se insuficientes em assegurar a aplicação de ferramentas legais de proteção à segurança econômica dos cidadãos. Assim, é mister que o aparato legal extravase o campo teórico e afirme-se na práxis, a fim de ampliar as alternativas de inclusão dessa parcela no campo em foco e criar um mercado colaborativo e sustentável capaz de fomentar novas oportunidades.

Outrossim, é categórico apontar que a falta de incentivo à inovação e ao empreendedorismo nas bases curriculares da educação brasileira constitui um dos obstáculos para a eficaz introdução dos indivíduos no mercado de trabalho. Tal fato pode ser explanado pelo distanciamento da educação dos tópicos práticos da realidade econômica. Em entrevista à revista “Veja”, Fiorina Mugione, chefe da divisão de Empreendedorismo da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, relata que a educação empreendedora é essencial para fortalecer e expandir as fronteiras da economia. Logo, é substancial que haja a reformulação e a ampliação curricular em todos os níveis de ensino, de modo a promover uma sociedade apta e consciente de suas ferramentas e alternativas.

Em síntese, urge que medidas sejam implementadas para mitigar o quadro em questão. Portanto, cabe ao governo federal, por meio de investimentos públicos, implementar cursos profissionalizantes, para que a população afaste-se da dependência institucional e alcance meios de superar os desafios do ciclo econômico. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, mediante seu aparato legal, introduzir programas de empreendedorismo nos diferentes níveis de ensino, com o objetivo de viabilizar novas formas de enfrentar o mercado. Dessa forma, o Estado e a sociedade superarão a problemática vigente de modo promissor e coesivo.