ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil

Enviada em 16/08/2021

Segundo a Constituição Federal de 1988, é garantida a todo cidadão brasileiro a igualdade, seja em termos sociais, seja em critérios econômicos. No entanto, tal direito não é concretizado no Brasil, uma vez que uma parcela considerável da população enfrenta dificuldades financeiras para se sustentar, o que indica que, devido a déficits econômicos no Brasil, oportunidades satisfatórias não são disponíveis a todos que desejam integrar-se no mercado de trabalho. Dessa forma, identificam-se obstáculos no enfrentamento de problemas econômicos, destacando-se a falta de interferência estatal e a alienação social como fatores que sustentam a atual conjuntura.

De início, é evidente a falha do liberalismo como modelo econômico satisfatório para o desenvolvimento econômico dos países, visto que as relações financeiras desprezadoras de intervenções estatais resultam em realidades de desigualdade na distribuição de renda que, por sua vez, prejudicam a participação efetiva da sociedade na construção da economia nacional. Nesse sentido, tanto a Crise de 29 como a Grande Recessão foram períodos de déficit, que ilustram resultados desastrosos do liberalismo à economia de uma nação e do mundo, como consequência da deficiente regulação do Estado na economia. Dessa maneira, faz-se necessário que se favoreça a organização econômica por meio de ações governamentais, evitando, assim, situações de crise no país.

Ademais, a falta de discussão sobre tal circunstância e seus impactos à sociedade revela a alienação coletiva, de modo que vivências são invisibilizadas devido ao descaso popular. Nesse contexto, o célebre autor José Saramago, em sua obra “Ensaio sobre a Cegueira”, destaca os prejuízos da falta de empatia em relação a outras existências, a qual acarreta situações de subcidadania daqueles que não recebem atenção às suas necessidades. Assim, os mais de 12 milhões de brasileiros que, segundo o IBGE, não encontram trabalho, bem como aqueles que vivem sob o auxílio de pequenos salários, são vítimas não apenas da situação econômica do país, mas também do descaso da sociedade em pressionar autoridades no sentido de reverter esse cenário.

Portanto, verifica-se a crucialidade em se reestruturar a sociedade para mitigar os problemas econômicos e seus efeitos. Logo, cabe ao Governo Federal, em parceria com os Ministérios, investir na redistribuição de renda da população, por intermédio de projetos de auxílio financeiro às populações carentes, a fim de evitar impactos do liberalismo à nação, como as crises financeiras e a desigualdade social. Com isso, espera-se desenvolver economicamente o Brasil, e, destarte, melhorar as condições de vida de seu povo.