ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 24/09/2021
Em seu poema intitulado " José", Carlos drumond de Andrade traça um quadro pessismista do cotidiano, por meio de uma reflexão existencial. Ao longo do texto, o interlocutor do eu lírico é constantemente indagado com a frase " e agora, José" sugerindo um sentimento de quem não agiu ou perdeu a hora certa de fazê-lo. Nesse sentido, para não cometer o mesmo erro de José, é necessário abordar as formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil, já que esse problema é fruto da má gestão governamental e da quebra constitucional. Nesse viés, convém solucionar esse problema, a fim do pleno funcionamento íntegro da coletividade.
Diante desse cenário, é fulcral pontuar que a má gestão pública é um fator impulsionador desse impasse. De acordo com Djamila Ribeiro, “é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas”. Porém, há um silenciamento instaurado na temática da organização do corpo social no enfrentamento de problemas econômicos no Brasil, visto que tal problema tem a necessidade de ser abordado e solucionado, pois, a improbidade administrativa financeira aumenta a inflação e reduz o poder de compra de alimentos essenciais para a sobrevivência da sociedade brasileira, como por exemplo, arroz, carne e feijão, as pessoas mais atingidas por essa negligência são as que fazem parte de comunidades carentes, esse fato descumpre o artigo 5 da constituição que garante bem-estar a todo o corpo social, independente da sua classe social. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.
Ademais, cabe pontuar que a ausência de políticas públicas firmes colabora para a persistência do problema. Nesse âmbito, ganha destaque a perspectiva do sociólogo Francês Émile Durkheim, que afirma que o fato social é dotado de exterioridade, coercitividade e generalidade. Diante disso, percebe-se que o tema em questão está imerso em um fato social, já que o problema existe, o Estado apresenta leis de controle de finanças e como visto no paragráfo anterior a inadimplência prejudica a população mais vulnerável economicamente, contudo, mesmo com essa constatação o Governo não cobra que essas leis sejam cumpridas e por esse motivo não age para refrear essa prática. Dessa forma, contribui para que tal problema continue em um ciclo vicioso, uma vez que sem medidas eficazes de prevenção, é evidente que essa situação não será mitigada.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se resolver essa situação. Nessa perspectiva, convém ao Governo feral, responsável por políticas nacionais e abrangentes, por meio de subsídios, como por exemplo financeiros, realizar o fortalecimento das leis existentes por intermédio da aplicação de multas, com a finalidade de garantir o bem-estar da população e de não perder a hora,como fez “José”.