ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 12/11/2021
O filósofo John Locke, em seu contrato social, propos uma organização social em que o Estado deve garantir a proteção dos cidadãos, garantindo-lhes os direitos inalienáveis e a ordem. Contudo, no Brasil, a sociedade tem que se organizar para enfrentar os problemas econômicos, pois é desprotegida pelo Governo. Dessa forma, o povo luta contra uma desproteção estatal, como também para sobreviver no sistema capitalista.
Primeiramente, a negligência do Governo é um dos fatores que agravam os problemas econômicos e intensificam a luta social por uma solução. Nesse contexto, na teoria o artigo seis da Constituição Federal garante o direito ao trabalho para todos os brasileiros, mas na prática é ineficiente, uma vez que não contempla toda a população, resultando em um intenso aumento do desemprego nos últimos anos, de 7 milhões para mais de 12 milhões, segundo dados do IBGE em uma reportagem portal G1. Dessa maneira, essa população deixa de conquistar a cidadania e dignidade que merecem, e buscam esses direitos da forma que lhes convém, em que aceitam qualquer oportunidade de conseguir o almoço do dia, que, muitas das vezes, são trabalhos que os exploraram, os famosos “bicos”. Logo, essa situação vai de encontro à Carta Magna de 1988.
Ademais, o capitalismo e sua necessidade de lucrar a qualquer custo alimenta a desigualdade social. Nessa perspectiva, a Revolução Industrial, no século XVIII, mudou a forma e o comportamento de toda a sociedade, separando-as em grupos econômicos, em que um se preocupa com rendimento financeiro e o outro em sobreviver. Desse modo, esse sistema segregador pode ser observado na grande concentração de estabelecimentos em áreas lucrativas, como centros urbanos, em que as localidades mais afastadas são excluídas, pois não são atrativas para o negócio do “lucro”. Nesse aspecto, as cooperativas, forma social de enfrentar os problemas econômicos, e os bancos alternativos se tornaram ferramentas importantes para gerar empregos e fomentar o comércio, já que essas áreas foram esquecidas pelo sistema capitalista.
Portanto, Ministério da Indústria deve realizar ações afirmativas que atraiam as empresas para os locais mais necessitados, com o objetivo de incluir essas pessoas no direito ao trabalho e com isso conquistarem a dignidade na vida. Para isso, haverá um incentivo fiscal e tributário, que interessem às empresas e as estimulem a abrir filiais, tendo em vista a superação das desigualdades, por meio de uma maior oferta de emprego, assim retirando da sociedade a responsabilidade de resolver os problemas sociais e econômicos. Desse jeito, contrato social será, de fato, executado.