ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil

Enviada em 18/11/2021

Consoante ao sociólogo Émile Durkheim, a sociedade, assim como um “corpo biológico”, é composta por partes que interagem mutuamente e cujo bom funcionamento é fulcral à saúde do todo. Seguindo a lógica durkheimiana, fica claro que uma economia forte é elementar ao Brasil, dado que esta representa o motor dos avanços sociais da nação e a sua instabilidade aflige, sobretudo, aos setores mais carentes da população. Em síntese, o enfrentamento aos problemas de natureza econômica não é uma questão apenas atual, sendo fundamental a educação popular para a sua superação.

Primeiramente, seguindo o pensamento do antropólogo Claude Lévi-Strauss, segundo o qual só é possível entender as ações coletivas por meio da compreensão da história, é importante destacar que os reveses econômicos que ultrajam o Brasil não se restringem à contemporaneidade. Prova disso é a política do encilhamento, do ex-ministro da Fazenda Rui Barbosa, que, implementando medidas como a emissão descontrolada de moeda, aprofundou a crise da Primeira República. De maneira análoga, hodiernamente, a perenização dessa realidade afeta todas as camadas da sociedade e, em demasia, às mais desabastadas. Assim, a responsabilidade estatal na gerência dos recursos financeiros do país é crucial não só para mitigar o desenvolvimento de um novo cenário crítico, mas para sanar os problemas econômicos que vigoram na atualidade, corroborando uma realidade de estabilidade.

Faz-se mister, ademais, salientar que a insciência popular acerca dos processos e mecanismos que  fazem a economia de um país funcionar, potencializa as crises internas. Nesse sentido, o filósofo Jünger Habermas destaca a linguagem como meio de transformação dos aspectos sociais do mundo. Desse modo, para debelar os problemas econômicos e construir uma sociedade livre de mazelas é necessário debater sobre. À vista disso, por intermédio do diálogo, é possível instruir os cidadãos a respeito das variáveis que constituem o sistema econômico brasileiro, educando-os sobre as formas de investimento e poupança de capital. Logo, é medular por em voga o discurso de Habermas para promover a saúde financeira dos indivíduos e, por conseguinte, superar os problemas econômicos nacionais.

Portanto, frente a tal óbice, urge que os Ministérios da Educação e da Fazenda, em parceria, acrescentem à Base Nacional Comum Curricular a matéria de gestão financeira. Destarte, pode-se ensinar aos alunos das escolas brasileiras, a importância da gestão econômica tanto para a coibição eventuais crises, como para a resolução dos impasses presentes, além de efetivar o papel do Estado na sociedade brasileira. Dessa maneira, por intermédio da ação governamental, contribui-se com o aprimoramento da economia nacional, evitando futuras instabilidades.