ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 27/09/2022
“Eu, Maria, fiquei desempregada e com 3 filhos para criar, não tinha dinheiro para comprar alimento e materiais de higiene, porém, com ajuda da moeda e do empréstimo do Banco Palma, consegui abrir meu próprio negócio, e hoje vendo bolos e salgados, trabalho o qual consigo sustentar minha família”. Essa narrativa fictícia, porém verossímil, aborda uma, dentre várias alternativas que comunidades encontram para enfrentar crises. Entretanto, empresas cooperativistas, ONG’S e Bancos sociais carecem tanto do apoio governamental, quanto da sociedade. Posto isso, é necessário maior atenção e investimento para a mudança desse cenário.
Nesse sentido, é válido ressaltar que diante a pobreza e a desigualdade social, assola a sociedade brasileira, acarretando em um mau funcionamento do sistema. Nesse contexto, o sociólogo Durkheim aborda sobre “Solidariedade Orgânica”, o qual afirma que a sociedade funciona como um organismo vivo e existe uma interdependência dos órgãos para seu funcionamento adequado. Diante disso, a desigualdade, a falta de trabalho e as crises financeiras impedem o desempenho adequado da sociedade e, é nessa circunstância que o cooperativismo, a solidariedade e a economia social existem na tentativa de atenuar esse cenário, ajudar mais “Marias” e o funcionamento adequado desse “organismo”.
Ademais, o pouco investimento por parte do governo e a pouca ajuda e reconhecimento por parte da sociedade dificultam a expansão e o bom desenvolvimento das ONG’S, empresas coparticipativas e Bancos sociais. A partir disso, o termo “Instituição Zumbi”, cunhado por Bauman, refere-se àquelas instituições que existem, porém não desempenham seu papel. Assim, o corpo social e o Estado, são como instituições Zumbis que não fomentam essas políticas públicas. Portanto, o que seria o investimento adequado, se não uma ferramenta para incentivar a economia local e diminuir as desigualdades?
Destarte, é mister que o Ministério da Cidadania, por meio de investimentos financeiros e maior divulgação, promova a expansão e a popularização dessas economias alternativas, e consequente apoio de toda população. Tudo isso, a fim de ajudar mais “Marias”, fazendo com que que as instiuições funcione adequadamente.