ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 05/10/2022
“O amor por princípio, a ordem por base; o progresso por fim”. Esse lema positivista, formulado pelo filósofo francês Auguste Comte, inspirou a frase política “Ordem e Progresso” exposta na célebre bandeira nacional. No entanto, o cenário econômico desafiador vivenciado no Brasil representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio e resulta na desordem e no retrocesso social, apresentando-se como um grave problema que a sociedade precisa encontrar formas de enfrentá-lo. Nesse sentido, não só a negligência do Estado, como também a falta de empatia – reflexo do individualismo - precisam ser combatidos.
A princípio, é interessante pontuar que a indiligência estatal é uma das causas dos óbices econômicos no país. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das “Instituições Zumbis”, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, nota-se que é urgente que o tecido civil cobre os governantes para que eles cumpram com o papel designado ao Estado, o que não é feito atualmente visto os problemas econômicos do país.
Além disso, a problemática encontra terra fértil no individualismo e na falta de empatia. Isso é devido ao fato de que as pessoas não se organizam coletivamente para superar esse impasses econômicos. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência, um pensamento que paira na mente das pessoas de que cada indivíduo deve cuidar de seus problemas individualmente, o que, dessa maneira, impede que sejam criados laços de ajuda mútua entre os compatriotas brasileiros. Assim, essa liquidez que influi nossos tempos funciona como um forte empecilho para a resolução do imbróglio.
Portanto, observa-se o quão urgente é a resolução desse árduo panorama. Dessarte, o Estado, na condição de garantidor dos direitos de seus cidadãos, deve, através da criação de associações, as quais farão com que a sociedade como um todo trabalhe junto em prol da melhora econômica do país, promover uma melhora na condição financeira de todos, a fim de que o Brasil ande rumo à ordem e progresso, tal qual prevê a máxima presente em sua bandeira.