ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 25/10/2022
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão das formas de organização para o embate aos obstáculos econômicos contraria o ponto de vista do filósofo, dado que esses sistemas privilegiam a elite brasileira em detrimento dos mais carentes. Nesse contexto, isso ocorre pelas desigualdades sociais, além da inabilidade do Estado.
Diante desse cenário, os contrastes socioeconômicos entre os brasileiros dificulta o enfrentamento às dificuldades financeiras. Nesse sentido, a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU- assegura que todos os indivíduos fazem jus a direitos básicos, a exemplo de uma condição financeira que atenda, pelo menos, suas necessidades mais primordiais. Todavia, ocorre que, no Brasil, os mais carentes estão distantes de vivenciar o benefício previsto pelas Nações Unidas, sobretudo por conta da ausência de políticas públicas capazes de oferecer oportunidades para o enfrentamento às crises financeiras canarinhas. Desse modo, se os mais pobres continuarem tratados como invisíveis, os direitos firmados em 1948 permanecerão como privilégios.
Ademais, a inércia estatal inviabiliza um planejamento para enfrentar dificuldades econômicas. Nessa perspectiva, o filósofo inglês John Locke desenvolveu o conceito de “Contrato Social”, a partir do qual os indivíduos deveriam confiar no Estado que, por sua vez, garantiria direitos inalienáveis à população. Contudo, a falta de organização da sociedade para combater problemas do sistema financeiro evidencia que o poder público brasileiro mostra-se incapaz de cumprir o contrato de Locke, na medida em que, consoante o G1, mais de 10 milhões de pessoas estão desempregadas. Assim sendo, enquanto a omissão do governo permanecer, o Brasil será obrigado a conviver com uma das mais cruéis mazelas para uma sociedade: desleixo do Estado frente suas carências.
Destarte, o Ministério da Economia deve, por meio de um planejamento econômico e social, estruturar políticas adequadas para enfrentar problemas econômicos. Posto isto, tal estruturação precisa se concentrar nas regiões mais carentes do país. Por fim, a medida tem o intuito de assegurar as prerrogativas mais básicas da sociedade brasileira.