ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 11/11/2022
Não é novidade que, sob uma perspectiva histórica, a organização social brasileira é desigual e elitista. A título de exemplo, a Constituição de 1824 afirmava, de forma explícita, que o poder de voto era restrito àqueles que detinham uma renda fixa superior a cem mil réis, resringindo-se, portanto, à elite brasileira do século XIX. Contudo, tal critério era responsável pela manutenção da desigualdade, visto que excluía aproximadamente 80% da população brasileira. Entretanto, na contemporaneidade, é possível notar que tais estatísticas permitiram, de forma implícita, a manutenção de tal desigualdade e, por conseguinte, o perpetuamento de crises econômicas.
Primordialmente, cita-se que a desigualdade é um fenômeno inerente às sociedades brasileiras, dada a diversidade étnico-cultural vigente desde seus primórdios, bem como o histórico de sua formação eurocêntrica, esta, caracterizada pela crença por parte dos europeus de sua superioridade racial. Ademais, afirma-se que a deficiência do sistema educacional brasileiro estimula a marginalização dos indivíduos, uma vez que estes não são devidamente contemplados e alfabetizados. São estabelecidos, portanto, os alicerçes da desigualdade social no Brasil, por meio de sua formação.
Outrossim, é notório que o advento da globalização é o principal responsável pela dependência do Brasil em relação aos países desenvolvidos. A crise do café, diretamente relacionada à crise de 1929, exemplifica a falta de autosuficiência nacional. Além do mais, as inúmeras tentativas de controle à inflação, como o plano de metas, o plano salte e outros, não foram suficientes para o controle de problemas socioeconômicos, dada a instabilidade social brasileira em fins do século XX.
Tendo em vista a amenização de tal problemática, faz-se necessária a ação do Governo Federal, em parceria com o Ministério das Cidades, em ampliar o acesso à educação e, concomitantemente, o aumento das taxas de emprego, por meio do investimento estatal nos setores educacional e empregatício, a fim de combater as desigualdades sociais historicamente impostas. Em suma, a adoção de tais medidas tornaria o Brasil autossuficiente e estável.