ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 08/02/2020
De acordo com Art.7 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a criança possui direito à proteção e à vida,para que possa crescer saudável e harmoniosa. Entretanto,com a expansão das tecnologias digitais de informação,esses indivíduos estão ficando,cada vez mais, expostos a diversos problemas que afetam o crescimento sadio.Dessa maneira,tanto a terceirização da educação infantil como o crescimento do mercado tecnológico,por meio do youtuber,voltado para esse público,catalisa o uso indiscriminado da tecnologia pelas crianças.
Em primeiro plano,é cabível analisar o quadro célere da contemporaneidade e como isso afeta as relações interpessoais,vê-se isso no cotidiano de pais e filhos,em que a necessidade de movimentar capital,torna o trabalho da educação familiar um segundo plano para os pais, os quais utilizam as mídias digitais como forma de entretenimento para seus filhos,contribuindo,dessa forma,para alienação da criança. Frente a isso,o pensamento Durkheimiano, sobre o meio contribuir para formação social do homem,é comprovado em prática,tendo em vista que a terceirização da educação infantil forma seres despreparados para os problemas mundanos. Nesse sentido, evolui os problemas de saúde mental e física,pois os menores não possuem instruções para saber filtrar e organizar suas escolhas diante do mundo diverso da tecnologia.
Aliado a isso, é importante destacar o mercado tecnológico voltado para o público infantil, o qual expõe de diversas formas os garotos,uma vez que esses se inserem em canais de youtuber e fazem contas em redes sociais,como o instagram e facebook,na maioria dos casos,sem o consentimento dos pais ou monitoramento por parte deles. Isso demonstra como o conceito de Indústria Cultural está enraizado no sistema capitalista, pois a cultura tecnológica passa a comercializar a vida de crianças,para obter vantagens econômicas,como os canais infantis.Diante disso,os pequenos ficam a mercê de desconhecidos e futuros assédios,haja vista que a ingenuidade desse público os tornam “presas” fáceis, logo fica perceptível o perigo do uso indiscriminado da tecnologia por crianças.
Portanto,por se tratar da segurança dos futuros cidadãos do tecido social brasileiro,cabe às Instituições Não Governamentais,por meio do projeto “Família unida”,promover nas comunidades um centro de integração familiar,o qual irá transmitir mensagens sobre o perigo da terceirização da educação infantil,para que o uso indiscriminado de tecnologias pelos menores sofra diminuição. Ademais,cabe ao Legislativo,por meio do Marco Civil da Internet,fiscalizar e combater a exposição de menores nas redes sociais e de entretenimento,com o fito de garantir à proteção dessa parcela civil.Depois disso,serão efetivados os planos do Estatuto da Criança e do adolescente.