ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 09/02/2020
Com o advento da Internet de Banda Larga no Brasil e sua maior democratização ao longo da década de 2010, as pessoas - e em especial as crianças - passaram a ter um maior acesso à tecnologia online o que possibilitou um aumento a uma quantidade bastante ampla de informações. No entanto, o uso indiscriminado desse meio permite que esses infantes estejam mais vulneráveis a serem vítimas de crimes, como o cyberbullying e o abuso sexual. Nesse aspecto, é mister discutir e encontrar formas de se combater e atenuar essa inaceitável situação a fim de diminuir o máximo possível esse número.
Em primeiro lugar, é válido salientar como esse problema supracitado traz inúmeros prejuízos ao psicológico principalmente devido à agressões realizada mediante o uso de redes sociais. Segundo dados publicados pelo Instituto Ipsos no ano de 2018, o Brasil é o 2º país com mais casos de cyberbullying no mundo em crianças, na qual afeta diretamente o bem-estar desses indivíduos, o que pode levar ao desenvolvimento de doenças psicológicas e em alguns casos mais severos ao suicídio, como foi o caso Amanda Todd, que poucos dias antes de se suicidar postou no Youtube um vídeo relatando sua luta diária diante de fotos íntimas expostas sem sua autorização na Internet. Logo, o acesso a essa ferramenta social não pode, sob hipótese alguma, estar na mão dessas pessoas sem a devida fiscalização por partes dos responsáveis legais.
Ademais, no filme It, a coisa, o palhaço Pennywise ludibria uma criança ao convencer o garoto George a entrar dentro de um esgoto para receber um balão que por consequência tem um dos seus braços arrancados e falece alguns momentos depois. Nesse sentido, é comum que pedófilos utilizem da inocência das crianças na tentativa de convencê-las a realizar algum ato sexual com esses em troca de algum tipo de recompensa, o que sem dúvidas irá carregar traumas psicológicos para esse indivíduo ao longo de sua vida adulta permitindo o surgimento de doenças como a ansiedade e depressão,de acordo com estudo realizado pela Universidade de Cambridge no ano de 2015. Por fim, seria negligente não pensar em como esse tipo de crime interfere diretamente no bem-estar desses infantes ocasionando traumas mentais durante suas vidas adultas.
Portanto, é necessário que acima de tudo o Governo Estadual por intermédio de parceria com escolas públicas e privadas, incentive a criação de palestras semanais realizadas por pedagogos e psicólogos com o objetivo de conscientizar e mostrar os traumáticos impactos do bullying e, em especial, o cyberbullying nas crianças. Não obstante, os pais devem por meio de rígida fiscalização, estabelecer horários fixos aos filhos de acesso à internet com o objetivo de controlar o contato com estranhos.