ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 13/02/2020
Nativos e alienados tecnológicos
A “geração Z” é um conceito da Sociologia que se refere às pessoas nascidas pós-1990, já imersas no mundo da tecnologia. Nesse contexto, as crianças e jovens da contemporaneidade já possuem acesso livre aos diversos meios de comunicação e desenvolvimento. Embora a privacidade seja um direito previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o problema de combate indiscriminado dessa ciência ainda persiste, pois as interações são vulneráveis, sujeitas à publicação de informações pessoais, contato com desconhecidos e cyberbullying no país.
O Comitê Gestor de Internet realizou, em 2013, nas maiores regiões do Brasil, uma pesquisa sobre a mediação dos pais em relação à conexão dos filhos na internet. O resultado mostrou que cerca de 35% dos responsáveis ainda optam por medidas restritivas radicais, o que gera conflitos, ou não se preocupam com o uso contínuo excessivo. Esse mecanismo de combate fomenta o desenvolvimento de problemas físicos, como a falta da prática de esporte, e morais, pois ficam sujeitos ao vício e à violência. Então, o artigo 227 da Constituição Federal de 1888, que prevê a necessidade de cuidado dos responsáveis contra negligência é desrespeitado.
Não obstante a esses efeitos, é necessário ressaltar os avanços provocados pela ciência, motivo pelo qual ainda é indeterminado e desregrado o uso da técnica. As potencialidades do mercado de trabalho exigem funcionários que realizem multitarefas, otimizem tempo, tenham acesso a pesquisas e compras com maior facilidade. Além disso, essa tecnologia de comunicação permitiu a difusão, por exemplo, da educação a distância e decisão da Organização das Nações Unidas que o acesso aos meios digitais é um direito, devido a troca de informações de maneira colaborativa. Dessa forma, as desvantagens da internet não serão superiores às vantagens oferecidas.
Evidencia-se, portanto, que o incentivo às boas práticas das redes de comunicação, principalmente pelos pais, é importante para que haja um equilíbrio entre o uso e o monitoramento. Para isso, faz-se necessário uma parceria entre o Ministério da Ciência e da Tecnologia e o Ministério da Educação a fim de que, especialistas dessas instituições, nas escolas e unidades de centro educativo, possam informar aos pais o funcionamento de programas de controle, permitidos pela lei do Marco Civil da Internet, artigo 29, e como esse recurso é capaz de estimular habilidades. Além disso, é importante que ampliem as aulas de informática, desde as idades iniciais, pelos próprios professores, visto que já existem na licenciatura. Logo, o jovens terão apoio e defesa de seus direitos, com segurança e reconhecimento dos riscos existentes nas interações digitais.