ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 13/03/2020
De acordo com o engenheiro alemão Klaus Schwab, o mundo contemporâneo enfrenta, atualmente, a Quarta Revolução Industrial, a qual tem mudado a maneira das pessoas de se relacionar e tem atingido um público cada vez mais amplo. A exemplo disso, um estudo realizado pela AAP, Associação Americana de Pediatria, mostrou que mais de 80% das dos indivíduos entre 9 e 12 anos utilizam o celular diariamente. Nessa perspectiva, há a contradição: de um lado, a preocupação com a segurança e o bem estar dessas crianças e, do outro, a necessidade do respeito à sua privacidade.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar os impactos do uso desmoderado da tecnologia pelas crianças. Nesse sentido, lançado no ano de 2010, o filme “Confiar”, ao abordar sobre a forma como as crianças adquirem confiança e são facilmente manipuladas, mostra os riscos de seu uso por elas. Além disso, de acordo com a SMP, Sociedade Mineira de Pediatria, cerca de 50% das crianças já viram, na internet, imagens e vídeos com conteúdo erótico e, ainda, quase 10% delas já sofreram assédio sexual por meio de mídias sociais. Assim, fica explícita a falta de conhecimento das crianças em relação ao uso da rede diante dos perigos por ela oferecidos
Por outro lado, faz-se necessário salientar a importância da preservação da vida particular desses usuários da internet. Nesse contexto, o episódio “Arkengel”, da série britânica Black Mirror, ao abordar sobre a tecnologia no mundo contemporâneo, traz uma reflexão acerca do controle parental excessivo e seus efeitos negativos no desenvolvimento da criança e seu relacionamento com os pais: falta de privacidade e a quebra de confiança. Isso leva ao entendimento de que, embora haja a necessidade de uma intervenção em favor da segurança dessas crianças, a vigilância excessiva por parte dos pais pode se tornar um obstáculo para isso.
Portanto, cabe ao MEC, Ministério da Educação, em parceria com o MCTIC, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, incluir nas instituições de ensino básico aulas de educação tecnológica, que ensinarão as crianças desde cedo a respeito do uso das redes sociais, bem como seus riscos e ameaças. Ademais, o MEC, associado ao MMFDH, Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, mediante veículos comunicativos, como televisão e redes sociais, deve informar os pais quanto à melhor forma de proteger as crianças contra os perigos apresentados pela internet: a educação. No intuito de garantir a segurança desses indivíduos, essas medidas devem combater o uso imoderado das redes digitais pelas crianças.