ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 16/03/2020

O uso das tecnologias digitais no cotidiano é fundamental para as interações sociais e econômicas. No entanto, o uso excessivo dessa ferramenta pode promover malefícios à saúde, especialmente das crianças, que estão em processo de desenvolvimento. Fatores como vulnerabilidade e deficiência na formação social formalizam a problemática, o que deixa explícito a falta de preparo dos pais em policiar e incentivar seus filhos a fazerem outras atividades, e do Estado em não promover políticas públicas para conscientizar sobre o mau uso das tecnologias digitais de informação.

É importante mencionar que o uso, por crianças, de ferramentas informativas em excesso é um problema para o desenvolvimento destas, as quais passam a se interessar mais pelo conteúdo apresentado na tela do que, por exemplo, atividades físicas e mentais que as desenvolvem. O fato das crianças ficarem sentadas consumindo conteúdos online, faz com que estas não pratiquem exercícios, levando, consequentemente, ao sedentarismo que, segundo uma pesquisa feita pela Nestlé, atinge 45% das crianças entre 10 e 12 anos. Isso deixa claro a imprudência dos pais na motivação à realização de exercícios físicos aos filhos, que, muitas vezes, se dá pela falta de segurança nas ruas,de tempo, e até mesmo de vontade própria. Por conseguinte, isso resulta, a curto prazo, numa relação sem diálogos entre pais e filhos, e entre amigos, e , a longo prazo, na dificuldade de interação social por parte da criança, obesidade e autoestima baixa.

Ademais, a vulnerabilidade do público infanto-juvenil nas redes é extremamente elevada. Isso é concretizado a partir da pesquisa feita pelo blog Sociedade Mineira de Pediatria (SMP), que revela que 52% das crianças deixam seus perfis, nas redes sociais, públicos, informando, mesmo que indiretamente, o telefone, escola onde estudam e até mesmo o próprio endereço. Desse modo, com tantos descuidos apresentados, é nítido o descaso dos familiares e do Estado, enquanto educadores, perante a falta de conhecimento dos jovens ao navegarem na internet, chegando a terem acesso a sites impróprios e contatos com estranhos.

Por tanto, é fundamental a ação do Estado, através do Ministério da Edução e Cultura (MEC), em promover materiais didáticos nas redes de ensino público e privado, que informe aos pais e às crianças os perigos da internet e as consequências de curto e longo prazo do uso desenfreado das tecnologias digitais de informação. Isto deve ser realizado através apoio pedagógico de profissionais graduados e capacitados para distribuir essas informações, tendo com resultado o uso consciente, responsável e saudável das mídias digitais por parte das crianças, reduzindo, a longo prazo, o sedentarismo e a obesidade.