ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 29/03/2020

Segundo o pediatra Erasmo Casella, o uso das mídias digitais na infância, “dificulta o desenvolvimento da empatia e do autocontrole e a capacidade de lidar com relacionamentos”. Nessa conjuntura, o auto índice de exposição dos jovens ao conteúdo on-line, com idade abaixo dos 10 anos, dificulta gradativamente as relações interpessoais. Ademais, o uso exacerbado das tecnologias de informação, acarreta à composição de um comportamento, muitas vezes, alienado por parte dos mais jovens. Acerca dessa lógica, são necessárias medidas socioeducativas que mudem essa conjuntura ao desenvolvimento infantil próspero.

Destarte dessa ideia, a introdução infantil as mídias digitais nos primeiros anos de vida, vem ocasionando gradativos problemas ao seu desenvolvimento pessoal. Nesse sentido, segundo um levantamento realizado pelo aplicativo “AppGuardian”, as crianças passam cerca de 5,7 horas por dia nas redes sociais e jogos on-line, tal fato influi diretamente ao seu relacionamento com o mundo exterior, visto que, ao passarem muito tempo inseridas as tecnologias, são precários os exercícios de interações interpessoais, acarretando diretamente à construção de sentimentos de introspecção nos primeiros anos de desenvolvimento pessoal. Logo, é de suma importância, o acompanhamento profissional a esse público.

Outrossim, com o uso exacerbado das redes sociais, o rendimento dentro do ambiente escolar é substancialmente prejudicado. Sob essa óptica, com as subsequentes horas no mundo digital, o desempenho dentro da sala de aula é notoriamente danificado, analisado que, a falta de desfruto de conteúdos informacionais, acarreta ao desenvolvimento de ideias alienadas por parte de crianças, chegando à adolescência, dificultando a relação dentro do espaço educacional, em que, a união das tecnologias ao aprendizado pode trazer mais riscos, do que vantagens educacionais. Desse modo, estudos acerca da união desses dois campos são necessários para  o progresso educacional.

Portanto, com fito de solucionar o percalço, o Governo junto ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, deve desenvolver programas de acompanhamento psicopedagogo gratuito, a crianças e suas famílias, que possuem dificuldades interativas ocasionados pela falta de controle à exposição de conteúdos na internet. Não obstante, o Ministério da Educação deve desenvolver estudos e programas interativos, que reúnam as tecnologias dentro da sala de aula com o aprendizado do público mais jovem, trazendo assim, atividades lúdicas que estimulem ao desenvolvimento do intelecto. Á luz dessas considerações, as tecnologias podem vir a ser uma aliada ao desenvolvimento infanto juvenil.