ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 13/04/2020
A obra “Utopia”, do filósofo Thomas More, em 1516, retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo cívico era lícito, saudável e igualitário. Na realidade, entretanto, tais premissas estão longe da realidade, quando se trata do combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças no século XXI. Isso ocorre, tanto pela ausência da responsabilidade parental, quanto pela inação escolar na construção de orientações para o uso desses recursos digitais.
Impede ressaltar, primeiramente, que é dever, em lei, dos pais preservar a segurança física e mental das crianças. De acordo com o portal de notícias G1, a maior parte das crianças de 2 a 13 anos, utilizam – diária e discriminadamente – alguma tecnologia digital e dentre esses menores mais de 5% já sofreram perturbações psicológicas ou sexuais de maneira virtual. Lê-se, portanto, como nociva a percepção de que os pais – responsáveis oficiais pelo bem estar dos filhos - ignoram as regras de uso, de permanência e de acesso as redes. Logo, a participação familiar, como via de interação e educacional tornam-se essenciais para mitigar tal problemática.
Outrossim, é mister enfatizar que o âmbito escolar deve ser capaz de orientar o manejo e os riscos dos eletrônicos. Nesse viés, a educação cumpre o que é defendido no Estatuto da Criança e do Adolescente, onde a integralidade psíquica e emocional são responsabilidades de todos que os cercam. No entanto, observa-se a falta de estratégias nessa área de educação tecnológica e as consequências como deficit de concentração, de desenvolvimento cognitivo e de aprendizado. Depreende-se, assim, que a tecnologia digital deve contribuir para a diversão, o conhecimento e a informação, porém, em excesso prejudica a saúde física e mental das crianças.
Em síntese, é indubitável o impacto deletério da falha no combate ao uso indiscriminado dos dispositivos digitais pelos menores de idade. Cabe aos pais restringirem o tempo e o conteúdo acessado pelas crianças, mediante conversas, configuração de segurança dos aparelhos, e observação da atividade executada nos aparelhos digitais, a fim de disciplinar e proteger essa geração, visto que esse cuidado favorece a interação familiar e evita prejuízos mentais futuros. Além disso, o Ministério da Educação – em consonância com as escolas – deve criar projetos pedagógicos que ministre aulas e oficinais sobre as consequências do uso indiscriminado da tecnologia digital, com o fito de minimizar os impactos negativos dos eletrônicos. Desse modo, será possível construir uma sociedade embasada na utopia de More.