ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 14/04/2020
Em um capítulo da telenovela “A Dona do Pedaço”, escrita por Walcyr Carrasco, é mostrada a história da pré adolescente Cássia. Logo após conhecer um menino de sua idade em uma rede social, ela começa a manter conversas íntimas com ele e posteriormente decide encontra-lo em uma lanchonete. No encontro, ela se surpreende com a chegada de um homem bem mais velho. Fora das telas, em situação análoga, diversas crianças correm o mesmo risco ao utilizar a internet indiscriminadamente e sem supervisão, divulgando informações pessoais e mantendo contato com desconhecidos. É papel das famílias supervisiona-los e evitar que situações assim ocorram.
É incontestável que o avanço das tecnologias contribuiu muito para o desenvolvimento e aprendizado dos mais jovens. A rede é uma imensa e eficaz fonte de informações que permite que o alunos acessem diversos conteúdos em questão de minutos. Segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP) as tecnologias possibilitaram diversos avanços no armazenamento da memória e na promoção de experiências. Inquestionavelmente, se houvesse uma supervisão mais incisiva dos responsáveis, a internet poderia ser aproveitada pelos mais novos da forma correta.
Contudo, apesar dos benefícios que a tecnologia pode trazer, ela pode se qualificar como um ambiente extremamente perigoso. Isso ocorre, porque diversas pessoas se aproveitam da vulnerabilidade e ingenuidade das crianças para estabelecer algum contato, e possivelmente marcar encontros sem o conhecimento dos pais. Estudos mostram que 29% desses jovens, que são ativos nas redes sociais, admitem ter tido contato com desconhecidos. E 13% encontram-se com pessoas que conheceram pela internet. Tais ações poderiam acarretar diversos infortúnios, como sequestro, violência sexual, ou até um homicídio.
Em suma, para impedir que os problemas supracitados ocorram com frequência, é necessário que a família restrinja o uso da criança às mídias sociais. O acesso a internet deve ser monitorado, a fim de que as crianças não sejam manipuladas por meio de conversas mal intencionadas.. Além disso, as escolas devem promover palestras para os alunos. Essas, devem alertar sobre os perigos de divulgar informações pessoais e entrar em contato com estranhos na internet. Só assim, casos como o da Cássia irão parar de ocorrer na vida real, e se resumirão apenas à produção fictícia.