ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 28/04/2020

Criado em 1956 pela empresa Ericsson o primeiro telefone celular pesava 40 kg e era somente móvel se transportado por um carro, 64 anos depois e hoje a invenção pode pesar gramas e se tornou item comum nas casas pelo mundo e popular até mesmo entre as crianças. Além de fazer e receber ligações o celular hoje também é sinônimo de entretenimento e seu uso deve ser mediado para que seja saudável para as crianças e os jovens.

As revoluções Industriais (R.I.) que ocorrem desde o século XVIII abriram caminhos para novas tecnologias e estilos de vida, em especial a 3ª R.I. a chamada Revolução Tecnológica serviu de berço para dispositivos eletrônicos que são comuns atualmente. Se antes da criação do celular era inimaginável fazer ligações longe de um telefone fixo, com a mesma criação anos depois podemos não só mais fazer ligações, mas como ver vídeos, mandar mensagens, fazer chamadas de vídeos, ver notícias… Porém a tecnologia que nos uniu também nos separa, com a introdução ao celular sendo cada vez mais precoce as novas gerações estão se tornando cada vez mais habituadas e dependentes ao dispositivo.

Não se pode vilanizar por completo o celular, considerado um computador em miniatura, um celular com acesso a internet pode ser utilizado para bons princípios como aprendizagens, pesquisas estudantis, interações familiares, descobertas e interações interculturais… Porém seus contras são preocupantes, sem uma prévia e incisiva instrução sobre o uso de redes sociais, as crianças podem adotar comportamentos de risco e ilegais como expor seus dados para estranhos, praticar “cyberbullying”, acessar conteúdos impróprios para a sua faixa etária, desregular o sono, obesidade ocasionada pelo excesso uso de eletrônicos e falta da  prática de esportes… E a mesma tecnologia que pode acelerar a aprendizagem dos jovens também pode dificultar a concentração e piorar o rendimento deles nas escolas.

Sendo tecnologias já consagrada em nosso cotidiano o celular e outros aparelhos eletrônicos como tablets, computadores… não devem ser abolidos porém devem ser mediados. O uso de aplicativos de controle parentais instalados nos dispositivos dos mais jovens é um dos meios dessa mediação pois limita o “tempo de tela” e limita também os sites e aplicativos permitidos para os jovens, criando assim uma relação mais saudável de seus filhos com as tecnologias. Além disso conversas,palestras e vídeos feitos por pais, escolas, mídias sociais, etc. servem como meios de conscientização através das exposições dos riscos que as crianças e adolescentes correm diariamente utilizando os dispositivos eletrônicos. A criação de uma relação com a tecnologia é benéfico aos jovens e aos adultos.