ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 02/05/2020
Segundo o levantamento realizado por um aplicativo de controle parental, o “AppGuardian”, as crianças possuem uma permanência média de 6 horas diárias no celular. No entanto, na prática, tal ação trás inúmeras consequências, visto que o uso indiscriminado é gerado pelo negligenciamento e influência parental sobre as crianças. Logo, faz-se necessária a análise dessa conjuntura, com intuito de mitigar os entraves para o uso consciente de tecnologias digitais.
Em primeira análise, é evidente que ao longo do processo de formação da sociedade, o pensamento tecnológico consolidou-se de diversas formas. No século XX, com a Terceira Revolução Industrial, por exemplo, o advento da tecnologia permitiu o acesso a informação e a sua universalização. Sob essa ótica, constata-se que a tecnologia possui diversos facilitadores sociais. Entretanto, moldou o comportamento do cidadão, principalmente das crianças. Já que, os pais, geralmente, não zelam pelo acompanhamento dos filhos ao usar internet. Desse modo, a situação torna a criança um alvo das consequências negativas do uso desorientado da rede.
Além disso, vale ressaltar que, a excessiva utilização da internet prejudica o desenvolvimento infantil. Nesse viés, é comprovado por Augusto Cury, psiquiatra e pesquisador brasileiro, que os prejuízos do acesso constante as tecnologias de informação fomentam a ansiedade, o desequilíbrio emocional, e as doenças relacionadas ao sedentarismo. Esse prejuízo é condicionado pela Síndrome do Pensamento Acelerado. Dessa forma, explicita que o uso negligenciado apresenta inúmeros malefícios psicossociais, especialmente, para crianças.
Infere-se, portanto, a necessidade de combater o uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação pelas crianças. Para isso, faz-se imprescindível que as fabricantes privadas de tecnologia, juntamente com o Ministério da Ciências e Tecnologias, aja por intermédio da produção de celulares direcionados para as crianças, que apresentem restrições para determinados usos e sejam completamente controlados pelos pais. A fim de combater o uso desorientado de forma efetiva. Ademais, é necessário que os país preconize exemplos comportamentais saudáveis, evidenciando um uso correto e não prejudicial. Já que, as crianças se espelham nas figuras parentais. Assim, haverá um ambiente familiar estável que priorize a saúde e o desenvolvimento infanto-juvenil.