ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 08/05/2020
A Terceira Revolução Industrial permitiu ao homem, por meio do seu desenvolvimento Técnico-Científico-Informacional, a otimização de atividades práticas do dia a dia e, entre elas, a comunicação e a obtenção de informações. Entretanto, essa ferramenta está, a cada dia mais, sendo usada por crianças e, apesar dos benefícios que ela pode trazer a esses indivíduos, o seu uso indiscriminado pode ter graves consequências. De acordo com a Academia Americana de Pediatria, AAP, mais de 80% das crianças, com seus celulares, computadores e “tablets”, navegam diariamente pela internet e grande parte dessas, sem a supervisão de um responsável. Certamente, essa realidade pode ser uma ameaça tanto à saúde, quanto à segurança dessa parcela da população.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o uso excessivo de aparelhos eletrônicos pode ter efeitos negativos na saúde das crianças. Nesse contexto, atualmente, com os diversos avanços tecnológicos, as crianças crianças têm optado cada vez menos por brincadeiras esportivas, como se fazia antigamente, a exemplo da amarelinha e da queimada. Nesse sentido, segundo a Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, cerca de 70% das crianças não praticam nenhuma atividade física. Dessa forma, fica explícita a maneira como o uso imoderado da internet pelas crianças afeta sua saúde, ao aumentar o risco de sedentarismo e doenças a ele relacionadas, como diabetes e colesterol.
Ademais, vale salientar que o uso não fiscalizado de aparelhos eletrônicos pelas crianças se trata de um risco à sua segurança. Nessa perspectiva, conforme dados da Sociedade Mineira de Pediatria, SMP, das crianças que possuem perfil em redes sociais, quase a metade já viu postagens com conteúdos sexuais. Além disso, mais de 50% delas expõe, em seu perfil público, informações pessoais, a exemplo de número de telefone, endereço residencial e escola onde estudam. Dessa maneira, as crianças ficam cada vez mais expostas a conteúdos inapropriados à sua idade e a predadores virtuais, o que as torna mais sujeitas a assédios e abusos sexuais.
Em síntese, embora seja útil ao desenvolvimento das crianças, o uso desordenado da internet pode tornar-se prejudicial a elas. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, MS, e ao Ministério da Educação, por intermédio da contratação de profissionais da saúde nas escolas, bem como nutricionistas, incentivar os alunos a praticarem atividades esportivas, a fim de assegurar-lhes uma vida saudável. Outrossim, o Ministério da Cidadania, MDS, mediante veículos comunicativos de amplo alcance, como televisão e redes sociais, deve alertar os pais a respeito dos perigos oferecidos às crianças pela internet e da necessidade da supervisão, com o intuito de garantir a sua segurança. Assim, com essas medidas, espera-se reduzir os impactos causados pelo uso indiscriminado da tecnologia pelas crianças.