ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 13/05/2020

Aprendi na internet

No programa “Super Nany”, em um dos episódios, a babá se surpreende ao flagrar um garoto navegando por sites pornográficos. Infelizmente, é uma realidade comum entre crianças conviventes no meio da tecnologia, enquanto os pais se ocupam com seus afazeres ou a utilizam para terem seus momentos de tranquilidade.

É notório observar em reuniões e locais públicos os pequenos vidrados nas telas de celulares, ao mesmo tempo que os pais estão atentos e tranquilos no que lhes interessam. Segundo o aplicativo AppGuardian, há crianças que passam até 25 horas por mês na internet.  Entretanto, muitos pais não percebem os conteúdos que estão despertando a atenção delas, conteúdos esses que as colocam em vulnerabilidade.

Tal vulnerabilidade pode trazer consequências ruins, tanto para as crianças, quanto para seus responsáveis. Isso porque, segundo a Academia Americana de Pediatria, elas ficam livres para compartilharem informações, como idade, endereço e até mesmo autoimagem, o que podem resultar em denúncias a conselhos tutelares e punições à família.

Portanto, tais medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. É importante que o Ministério da Justiça, junto com o Estatuto da Criança e do Adolescente, imponham aos pais a criação de senhas nos aplicativos de seus dispositivos tecnológicos por meio da elaboração de uma lei punitiva. Espera-se com isso que as crianças tenham um acesso limitado aos dispositivos e seu uso indiscriminado por elas sejam combatidos.