ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 31/05/2020

Até o século 20 as informações e meios de comunicações estavam restritos aos adultos alfabetizados por meio dos jornais, rádios ou telegramas, o baixo índice de alfabetização entre as crianças tornavam-nas inaptas a ter igualdade de acesso informacional em relação aos adultos. Já no século XXI, com o advento dos smartphones, tablets e mídias sociais, houve um crescente acesso infantil sem controle a tecnologias digitais, resultando em comunicação sem restrições e malefícios à saúde.

São perceptíveis os casos de assédio sexual, chantagem e até pedofilia envolvendo casos em que o abusador consegue contato por tecnologias digitais sem supervisão de terceiros com a vítima, no caso criança. O grupo “Guardians of the North” foca em descobrir pedófilos e já resultou em mais de 200 suspeitos presos, os suspeitos utilizavam as mídias sociais para entrar em contato com a vítima. Assim sendo, grupos, como o citado anteriormente, evidenciam o que ocorre ao haver comunicação digital irrestrita por parte das crianças.

Além disso, o uso descontrolado de tecnologias digitais acarretam em falta de bem-estar. A criança ao usar celular por tempo indeterminado é afetada por não dedicar tempo suficiente a atividades físicas e gerando problemas posturais. A luz gerada pelos aparelhos eletrônicos pode causar insônia e falta de sonolência. Dessa maneira, ser negligente com o uso sem controle de aparelhos eletrônicos por parte das crianças fere o Estatuto da Criança e do Adolescente que garante direito à proteção da saúde de crianças e adolescentes.

Portanto, as empresas de telefonia, internet e fabricantes de tecnologias devem disponibilizar ferramentas de controle de tempo e supervisão de mensagens aos pais de usuários menores de idade por meio de seus próprios produtos ou serviços, a fim de dar poder de decisão aos responsáveis e os tornando-os parte ativa para o bem-estar das crianças.