ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 01/06/2020
A discussão a respeito do combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças é uma das tônicas da sociedade atual. Quanto a isso, sabe-se que as mídias digitais, através de suas interatividades, propiciam diversos benefícios na aprendizagem e nos relacionamentos digitais. Todavia, seu uso indiscriminado pelas crianças causa impactos negativos comportamentais, emocionais e fisiológicos, sendo necessário seu combate.
Em primeira análise, deve-se ressaltar o conceito de “modificação do eu” de Erving Goffman, ao postular que o indivíduo, diante de fatores coercitivos, perde seu pensamento individual e se junta a uma massa coletiva. Isso posto, sabe-se que o desenvolvimento do hipotálamo do cérebro, que ocorre desde a infância até os 19 anos. Sendo assim, o uso indiscriminado das mídias sociais molda a personalidade do indivíduo através da grande quantidade de informações divulgadas, o que desestimula o raciocínio e diminui o senso crítico, de maneira que molda a personalidade da criança a uma “massa coletiva” em uma fase crítica a seu desenvolvimento intelectual.
Além disso, é importante inferir sobre a falta de supervisão adequada às crianças pelos responsáveis ao conteúdo que estão submetidas, ao utilizarem de maneira demasiada as tecnologias digitais. Sobre isso, a ONG suíça Action Innocence publicou um vídeo em que super-heróis e ursinhos se assustam com o tipo de conteúdo visto pelas crianças, em que é alertado sobre os perigos do uso da internet por crianças sem a devida supervisão. Acerca disso, a Sociedade Mineira de Pediatria constatou que 47% das crianças disseram ter visto imagens e vídeos com conteúdo sexual em 12 meses. Dessa forma, infere-se que o uso indiscriminado sem o devido suporte expõe as crianças a diversos tipos de conteúdos perigosos.
Dessarte, o combate ao uso indiscriminado dessas tecnologias por crianças deve ser feito. Assim, cabe ao Estado, promotor da ordem social, por meio do Ministério da Justiça e Ministério da Educação, realizar campanhas nas escolas e nos meios midiáticos, por meio do entretenimento engajado, em que expõe os perigos do uso excessivo das redes sociais, como a modificação da personalidade, para conscientizar os pais e as próprias crenças sobre os malefícios a que estão submetidas. Dessa forma, os pais e responsáveis estabelecerão um maior controle sobre a quantidade de tempo em que os filhos passam na internet, com efeito de controle sobre o uso indiscriminado.