ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 23/06/2020

Com o advento da globalização e da evolução, a tecnologia passa, como disse Steve Jobs, a mover o mundo moderno. A chegada dos anos 2000 representou não apenas um novo milênio, mas, também, a entrada da geração Z no consumo do mundo virtual, sendo muito mais familiarizada que a geração passada na utilização de instrumentos digitais, sendo, em sua maioria, crianças e adolescentes. Consoante, de acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), o Brasil investe cerca de 61 bilhões de reais em tecnologia por ano, ocupando a 9ª posição dos investidores mundiais. Contudo, apesar de seu investimento massivo, a internet ainda é considerado um mundo com poucas Leis realmente efetivas, representando um perigo para a navegação das crianças. Dessa forma, é notável que, mesmo diante da tecnologia como catalisador da informação, o ambiente virtual pode ser inseguro e debilitar a educação das crianças que, para Pitágoras, é essencial na formação do homem.

Primeiramente, é perceptível o contexto digital vivenciado pela sociedade. Isso é evidente uma vez que, mesmo diante a pandemia, a maioria dos serviços continuam disponíveis para serem utilizados, inclusive os educacionais de muitas instituições escolares. Assim, não apenas como forma educacional, mas atuando, também, como forma de socialização, que tem um papel essencial na formação do indivíduo e da convivência em comunidade, igualmente como em seu entretenimento. Desse modo, pode-se notar a tecnologia digital - em uso moderado - como um construtor do ser humano moderno.

Paralelamente, é visível a escassez de Leis que atuem de forma efetiva na segurança das crianças no mundo virtual, visto que existem poucas - como a Carolina Dieckmann, aprovada no governo Dilma - que protegem o indivíduo contra o vazamento de seus dados e exposição diante de diversas empresas que, como o Youtube e a Google, atuam na classificação e venda de dados, recepcionando anúncios de acordo com as pesquisas do usuário. Tal liberdade excessiva das empresas, expõe a criança aos  padrões comportamentais que, após absorvidos, serão reproduzidos na vida adulta.

Portanto, é notório que o uso exagerado das crianças às tecnologias digitais, apesar da promoção das informações, pode resultar na formação de um adulto com capacidade social debilitada e alienado. Destarte, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com o Ministério da Educação, como principal órgão regulador e influenciador nas decisões de socialização primária, realizem a promoção de novas normas e Leis executadas de forma efetiva, por meio da aplicação de multas e distribuição de informações para os pais das crianças, para que haja segurança no mundo digital, a fim de que a tecnologia que move o mundo, dita por Steve Jobs, possa promover a educação das crianças, evitando os conflitos na fase adulta, como dito por Pitágoras.