ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 27/06/2020
Segundo o filósofo Platão, “o importante não é viver, mas viver bem”. Desse modo, a qualidade de vida tem tamanha importância que ultrapassa ao da própria existência. Entretanto, no Brasil, esse pensamento é somente teórico, pois a problemática do uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças se deve a falta de uma fiscalização tanto do Estado quanto dos pais em relação ao conteúdo exibido a esses menores. Com isso, tendo em vista os graves problemas de segurança, saúde e bem-estar social, maiores medidas devem ser tomadas pelo Estado junto à sociedade.
Nesse contexto, durante a primeira metade do século 20, com o avanço da Globalização, a tecnologia foi expandida por todo o mundo, sendo o seu uso recorrente para todos os públicos. Nessa perspectiva, as tecnologias digitais tornaram-se de fácil acesso ao público infantil, contribuindo de formas positivas, como na melhoria da educação e experiências socioculturais. Contudo, os malefícios do uso indiscriminado dessas tecnologias afetam negativamente na saúde, como na má qualidade do sono, interferindo na solidificação do conhecimento e memória, e afetam na segurança desse menor, já que sem a supervisão de um responsável, a criança fica exposta a conteúdos impróprios e ações de criminosos.
Ademais, dados de uma pesquisa do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que cerca de 47% das crianças entrevistadas afirmaram já terem visto imagens e vídeos com conteúdo sexual nas redes sociais, além disso, das 52% que tinham perfil público, 46% informaram a escola onde estudam e 17% informaram o endereço de sua casa. Sob esse prisma, é evidente o quão grave é a falta de um combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças, já que sem uma administração dessa ferramenta digital, inúmeros menores de idades ficam sujeitos a terem seus direitos negligenciados, como saúde, segurança e bem-estar. E dessa maneira, indo de encontro aos Direitos Humanos, presentes na Constituição Federal de 1988.
Portanto, o Estado em parceria com a Mídia devem realizar um projeto de conscientização social, por meio de vias midiáticas, como em propagandas, abordando aos pais a importância de acompanhar o conteúdo que se é exposto aos seus filhos nos meios digitais de informação. Além disso, o Ministério da Educação deve realizar um projeto educacional, por intermédio de palestras e seminários em escolas e instituições de ensino de todo o país, abordando os perigos e malefícios do uso indiscriminado dessas tecnologias digitais por crianças. Dessa forma, a população tenha um maior conhecimento sobre o assunto, e assim, tenham uma melhor qualidade de vida, como no pensamento de Platão.