ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 06/07/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma família perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que o excessivo acesso na internet feito pelas crianças, apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto de falta de limites definidos pelos pais ou responsáveis, quanto da forma de agradar a criança. Diante disso, torna-se de fundamental importância a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Em um primeiro momento, é essencial pontuar que o excessivo acesso na internet deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que se refere à mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, os pais não sabem lhe dar com a vasta gama em que a internet oferece de entretenimento para os seus filhos, não sabem impor limites, causando os impactos de crianças sem socialização dentro de casa, sedentarismo e dependência da internet. Desse modo, faz-se necessário a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Além disso, é valido ressaltar a forma de agradar a criança como promotor do problema. De acordo com a Constituição Federativa, no art. 3, constitui o direito de construir uma sociedade livre, justa e solidaria. Partindo desse pressuposto, observa-se que as crianças são livres e que tem direito a internet, desde que seja algo justo e monitorado pelos pais, para que elas não cresçam com irritabilidade e falta de empatia com o mundo real.
Dessa maneira, faz-se necessária medidas para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Para isso, com intuito de acabar com excessivo acesso à internet feito pelas crianças, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em palestras de conscientização e publicidade através das escolas e mídias de comunicação com diálogos. Desse modo, reduz em médio e longo prazo o impacto do problema em questão, e a coletividade alcançará a Utopia de More.