ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 17/07/2020

A Revolução Técnico-Científica-Informacional, entra em vigor aproximadamente na década de 70, após séries de descobertas e evoluções no campo tecnológico, favorecendo o avanço da sociedade em diferentes âmbitos e principalmente no cotidiano. Em detrimento desse fator, a presença de celulares, computadores, televisores, por facilitarem as tarefas diárias das pessoas surge como consequência a excessividade desses aparelhos, dificultando as interações humanas. Inegavelmente, o uso indiscriminado atingi crianças, influenciadas por propagandas e até mesmo por exemplos dentro de casa.

Cabe, primeiramente, mencionar as propagandas de cunho infantil, atraindo por meio de programas voltada a essa temática, sendo chamativos e coloridos, e também jogos recreativos, servindo como distração que muitas vezes acaba se excedendo ao longo do dia. Desse modo, a teoria do filosofo Zygmunt Bauman sobre modernidade liquida, a fragilidade das relações, se relaciona ao fator crucial de como esses convites chamativos popularizada pela lógica capitalista do consumo interfere na vida desse grupo, atraindo sua atenção. Com efeitos dessa fluidez, pais e responsáveis acabam permitindo pela facilidade de distração dos pequenos, enquanto estão ocupados com outros papeis.

Deve-se abordar, ainda sobre os malefícios que abrangem o uso excessivo desses aparelhos, dificultando o crescimento cognitivo dessas crianças em fase de aprendizado. Assim, a Organização Mundial da Saúde em abril de 2019 declarou orientações para as famílias de crianças até 5 anos sobre o hábito inadequado de aparelhos tecnológicos. Sob essa ótica, faz-se necessário o combate dessa problemática para que não interfira no processo educativo como percepção de objetos, formatos, lateralidade e encaixe.

Desprende-se, portanto, a tecnologia como meio crucial para entretenimento e educação, e sim uma alternativa secundária e moderada. Para que isso ocorra, cabe ao Ministério da Saúde alertar os pais sobre os efeitos negativos desse excessiva rotina, por meio de propagandas socioeducativas sobre como substituir esses aparelhos por livros e brinquedos, para haver interação. Ademais, o meio midiático poderia restringir o acesso infantil por determinado tempo e horário em sites de jogos e propagandas, facilitando assim o acompanhamento dos pais. Assim, diminuiria o uso excessivo de tecnologia no grupo infantil para que não cause problemas maiores.