ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 13/07/2020
O processo de socialização virtual, e seus limites.
Sancionada em 1988, a Constituição da República Federativa Brasileira assegura a todas crianças e adolescentes uma tutela e supervisão por um responsável legal. Entretanto, a realidade se difere da decretada, já que o avanço da tecnologia trouxe consigo um maior uso indiscriminado dos meios digitais por menores de idade. Isso deve-se a falta de aconselhamento por parte do tutor, e a carência de educação escolar a cerca de tal tema.
Em primeira análise, é importante firmar que ,por ser um meio de interação social muito amplo, é praticamente impossível um adulto supervisionar tudo que a criança realiza na internet, porém é necessário que o mesmo eduque e aconselhe o menor a utilizar tais tecnologias. Isso se faz essencial principalmente pelo fato das crianças ingressarem no meio digital cada vez mais cedo, e por muitas vezes aprendam por si só informações que não são aconselháveis a sua idade, ou as famosas “fake news”. Dessa maneira, assim como em qualquer aprendizado, é necessário que se aprenda primeiramente a teoria, e após fixada, iniciar a prática, e nessa questão responsável legal deve orientar. Assim, de acordo com a Lei de Diretrizes Básicas da Educação Brasileira (LDB), a família é a primeira instituição de formação do cidadão, sendo desta a responsabilidade de inserir o ser no meio social, seja físico, seja virtual. Caso tal artigo seja violado, pode favorecer a ocorrência de vários crimes, como o cyberbullying,pedofilia online ou até mesmo a entrada de jovens em “jogos” como o da Baleia Azul.
Em segundo ponto, é de extrema necessidade que a escola, por meio de aulas sociais, debata sobre o uso excessivo dos meios tecnológicos e encoramento seus estudantes a a realizar outras atividades, principalmente as físicas.Tal proposição é sustentada pelo fato dos jovens estarem cada vez mais dependentes dos meios digitais para se entreter, e não realizando atos importantes para as relações sociais, como as brincadeiras infantis, provocando assim o sedentarismo. Assim, segundo a ONU, apenas 37% da população brasileira realiza atividades físicas, e que se essa situação não for revertida rapidamente, o país entrará de vez no mapa do sedentarismo.
Desta maneira, faz-se necessário que o Ministério da Família promova palestras online para os pais e responsáveis legais de crianças, no qual especialistas ensinariam como educar e aconselhar os filhos em meios virtuais, e a impor limites em seu uso. Além disso, o Ministério da Educação deve incluir um novo tópico na LDB, no qual as escolas induzam os estudantes, por meio de jogos e entretenimento, realizarem atividades físicas. Assim, faremos por cumprir a Constituição Federal, e protegeremos os jovens brasileiros de crimes virtuais e do sedentarismo causado pelo excesso de tecnologia.