ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 28/07/2020
Aparelhos como os celulares e os computadores revolucionaram a forma que as pessoas se relacionam no século XXI. A internet, por exemplo, garantiu rapidez e eficiência na busca por informações e encurtou distâncias com chamadas de áudio e vídeo. Entretanto, mesmo com os diversos benefícios que apresenta, o uso da internet pode ser extremamente prejudicial ao usuário, causando sérios problemas físicos e mentais. É o caso do uso constante da internet por crianças e adolescêntes, que podem sofrer por motivos diversos.
Por consequência do crescimento da vida urbana e da maior participação da mulher no mercado de trabalho, os filhos das famílias contemporâneas têm ficado cada vez mais tempo fechados dentro de casa, tendo como fonte de lazer o uso de celulares e computadores. Ao passarem muito tempo nesses aparelhos, as crianças podem desenvolver problemas físicos, como o sedentarismo, a obesidade e a lesão por esforço repetitivo (LER). Além disso, o uso indiscriminado dessas tecnologias pode acarretar em vício, o que diminui a qualidade de vida da criança, prejudica a sua vida social e pode causar depressão. Por isso, é importante que o tempo que elas gastam nessas atividades seja gerenciado sabiamente.
Também é importante mencionar que a participação de menores, tanto crianças como adolescentes, em redes sociais e o acesso indiscriminado a qualquer conteúdo desejado podem causar impactos negativos na saúde mental e no bem estar físico dos jovens. Tem-se, como exemplo, o acesso, proposital ou não, de material censurado, o que pode traumatizar uma criança. A publicação de dados pessoais na internet também pode ter impactos negativos, como pode ser observado no filme “Confiar” de 2010, em que uma menina concorda em se encontrar com um homem que conheceu pela internet e, lamentavelmente, é abusada por ele.
Dessa forma, é necessário que as escolas públicas e particulares do Brasil, juntamente com os pais e com o apoio das prefeituras, devem ensinar aos alunos a se protegerem enquanto estiverem utilizando a internet por meio de demonstrações de segurança e insentivos a contactar um responsável no caso de algum comportamento suspeito, de modo que as crianças possam navegar pela rede com mais segurança.