ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 31/08/2020

Devido ao crescente processo de globalização no séc XXI e à sua relação intrínseca com a internet, para inserir-se na sociedade atual  como indivíduo social, tornou-se “necessária” a criação de perfis nas redes sociais. Por conseguinte, devido a essa necessidade, muitas crianças utilizam tais dispositivos para comunicação, lazer ou estudo, contudo, usufruem dessas tecnologias de maneira indiscriminada, o que torna-se preocupante tendo em vista as suas idades. Sendo assim, à falta de controle dos pais e à negligência escolar são fatores que corroboram para tal cenário.

A priori, é licito ressaltar que os pais não possuem controle integral sob os aparelhos eletrônicos utilizados pelos filhos. Dessa maneira, alude-se ao pensamento do sociólogo Karl Marx, no qual afirma que os funcionários dos meios de produção são alienados por trabalharem e não terem acesso ao produto final do processo. Similarmente, os responsáveis pelas crianças compram esses tipos de tecnologias para presenteá-las e não analisam os tipos de conteúdos vistos, as pessoas com quem se comunicam, o rendimento escolar, o comportamento diário, que vêm mostrando-se cada vez mais fechado, facilitando a contração de doenças psicológicas, e à maneira em que se isolam socialmente.

Ademais, torna-se necessário analisar a falta de políticas educacionais para a solução desta problemática. Para entender essa lógica, pode-se citar a afirmação do filósofo Sêneca, argumentando que, “a educação merece os melhores cuidados pois influi sobre toda a vida”. Analogicamente, é substancial o papel da escola em alertar e ensinar os estudantes sobre a melhor maneira de utilizarem os veículos cibernéticos, ajudando-os a equilibrarem o tempo de uso diário dentro das redes  sociais e mostrando os efeitos negativos que estas tecnologias podem acarretar em suas vidas.

Portanto, faz-se evidente que às crianças precisam ser orientadas e ensinadas sobre como utilizarem os recursos digitais. Logo, urge que os meios midiáticos elaborem programas dos quais deixem claro a maneira em que os país precisam dialogar com os filhos, ensinando-os como controlear os celulares das crianças. Outrossim, é imprescindível que o poder legislativo nacional, responsável pela criação das leis, crie projetos, em consonância com o Ministério Da Educação, com o intuito de inserção de aulas sobre educação digital na grade curricular estudantil desde os primórdios das séries escolares. Essas aulas necessitarão de suporte dos profissionais dos ramos da psicologia que auxiliarão no tratamento gradual de acordo com as fachas etárias de cada estudante. Assim, às crianças poderão usufruir das tecnologias de informação de modo racional.