ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 08/08/2020

As tecnologias de comunicação mudaram consideravelmente na última década e com isso trouxeram novas possibilidades de interação que antes só existiam em livros de ficção científica, mas também trouxeram novos desafios para uma sociedade que ainda está se acostumando e aprendendo a lidar com novas plataformas e formatos de comunicação. Entretanto, as crianças são o grupo mais vulnerável aos malefícios que estas novas tecnologias podem causar, pois, ainda que tenham nascido já lidando com tablets e smartphones, o seu discernimento moral sobre o conteúdo online assim como a noção de veracidade do mesmo ainda estão em construção.

Hoje em dia, seja por falta de tempo ou de conhecimento, os pais têm bastante dificuldade em controlar aquilo que seus filhos acessam na internet e muitas crianças entram em contato com conteúdos impróprios para a sua idade em diversos graus. Seja sendo diariamente bombardeada em redes sociais por um modelo de felicidade pautado no consumo pregado por influenciadores digitais, seja pelo fácil conteúdo pornográfico disponível na internet.

Os efeitos do acesso indiscriminado por crianças a tecnologias digitais não só tem efeitos subjetivos como podem afetar drasticamente o bem-estar físico da criança e daqueles que as rodeiam. Um exemplo desdes efeitos negativos foi o jogo que ficou conhecido como “Baleia Azul” e seu sucessor o “Homem Pateta”. Ambos foram conteúdos de abuso emocional contra crianças e as forçava a cometer auto-mutilações e até o suicídio. Todos foram criados na internet e sem muitos entraves de acesso para as crianças e adolescentes brasileiros.

Uma das formas de prevenir que crianças entrem em contato com conteúdos impróprios e armadilhas digitais passa inevitavelmente pela conscientização da população. Programas de conscientização como o PROERD e outros criados sobre educação sexual e prevenção de abusos são um exemplo da viabilidade desse tipo de campanha e um modelo de atuação. Abordar este tema por meio de palestras nas escolas e/ou incluí-lo na base curricular comum de matérias das humanidades, como filosofia, geografia ou até mesmo língua portuguesa poderá empoderar toda uma geração de brasileiros a consumir conteúdos online com mais responsabilidade. Além disso, é necessário a conscientização dos pais sobre está temática. Campanhas de conscientização em escolas, além de fortalecer os laços, dos pais com a instituição escolar, poderão fazê-los entender a dimensão do risco e dos perigos que estão a poucos cliques de seus filhos.  Assim, por meio da conscientização, poderemos fazer deste momento em que vivemos seja lembrado pelo encanto da novidade que as novas tecnologias nos trouxeram ao invés de lamentarmos os problemas que elas nos trouxeram pelo seu mau uso.