ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 09/08/2020
A Revolução Industrial trouxe consigo, além da modificação e inovação dos procesos produtivos, uma evidente reconfiguração de diversas parcelas da sociedade. Hoje em dia, é mais provável encontrar uma criança conectada a um dispositivo, assistindo vídeos do famoso youtuber “Lucas Neto” do que brincando com carrinhos e bonecas, por exemplo. Este fator, além de evidenciar o comum acesso de crianças às novas tecnologias digitais, promove um debate quanto ao seu uso indiscriminado.
Por um lado, ao atingir a população em escala global, pode-se dizer que a internet traz benefícios até mesmo às crianças. Em termos de aprendizagem, com o apoio de sites e otras formas de conteúdo, a criança é capaz de desenvolver uma pesquisa ou sanar uma dúvida em minutos. Ademais, as mídias digitais proporcionam o desenvolvimento de experiências culturais da criança, uma vez que contribuem para com o reconhecimento de símbolos da cultura nacional, ao assistir o desenho “Turma da Mônica” na TV, por exemplo.
Por outro lado, deve-se salientar que o acesso à tecnologia precoce e sem monitaramento por partes dos responsáveis, acaba anulando os benefícios supracitados, já que, influenciam negativamente na formação do indivíduo. Além de representar um risco a saúde da criança, de forma que contribui para o desinteresse em atividade físicas, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), a exposição às novas tecnologias constantemente coloca em jogo a segurança e a inocência desses jovens, uma vez que, movidos a ingenuidade, expoêm seus dados nas redes sociais e adicionam desconhecidos, sendo suscestíveis até mesmo ao contato com conteúdos sexuais.
Portanto, é de extrema importância que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), junto ao Governo Federal, crie um programa de reforço a seguraça dos meios digitais com relação à dados pessoais e ao acesso à conteúdos, com o objetivo de filtrar e impedir a possibilidade de uso de crianças menores que 13 às redes sociais (como o Facebook), o que preservará assim a segurança e a inocência desses menores. Desta froma, o uso idiscrimanado dos meios tecnológicos deixará de fazer parte do cenário social do país.