ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 13/08/2020
Recentemente, o jornal Agência Estado publicou uma matéria a respeito da quantidade de horas que as crianças gastam com o youtube, bem como outras mídias sociais (que ocupam mais de cinquenta por cento de seu tempo). A problemática, constatada por dados, se revela crescente no dia-a-dia da sociedade. O uso indiscriminado das tecnologias digitais afetam, negativamente, diversos aspectos como a saúde e o comportamento, além de ameaçar a segurança dos imaturos.
Em primeiro lugar, é necessário analisar o potencial danoso que o uso desregrado dos aparelhos tecnológicos causam na saúde dos pequenos. Estes, por sua vez, estão em fase de desenvolvimento e amadurecimento; todo o processo é danificado em algum grau. De acordo com a plataforma de Dicas Online, fatores como miopia, sedentarismo, obesidade, baixa cognição e má coordenação motora, má qualidade de sono e consequentemente do armazenamento de memória tornam-se comuns. Posto isso, nota-se que a introdução cada vez mais cedo e menos disciplinada das tecnologias digitais geram consequências preocupantes. Os pontos citados interferem tanto na vida pessoal como no desempenho escolar, afetando áreas que deveriam ser preservadas para o bem do indivíduo e da sociedade.
Ademais, das complicações na saúde surgem problemas de comportamento. De acordo com o psicoterapeuta Leo Fraiman, o uso desordenado de tecnologias digitais prejudica a formação de laços familiares, a construção do senso de pertencimento e da empatia. Assim, percebe-se que pontos fundamentais para a formação de um cidadão são colocados em risco. Partindo de uma saúde emocional mal estruturada, crianças e jovens são mais suscetíveis a exibição exacerbada nas redes. Conforme a Jusbrasil, a disseminação de fotos, vídeos e compartilhamento de informações pessoais contribuem com o aumento de crimes sexuais. Desse modo, torna-se evidente o caráter prejudicial do uso descontrolado de tecnologias digitais por parte dos mais vulneráveis.
Destarte, para que seja combatido o uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças, os Conselhos Regionais de Psicologia devem, interligados, desenvolver um projeto que vise a propor a conscientização por parte dos pais a respeito da temática, por meio dos próprios profissionais, em principal, mestres em psicologia educacional. O projeto deve ser divulgado nos principais meios de comunicação, convidando os responsáveis pelos pequeninos a participarem de encontros em sua cidade, nos quais a problemática será discutida. Dessa maneira, os transtornos serão amenizados, e a saúde e a proteção dos pequeninos será preservada.