ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 03/09/2020
Em decorrência da Revolução Industrial, as tecnologias evoluíram de modo que as crianças já nascem inseridas e facilmente aprendem a manejar dispositivos eletrônicos. No entanto, mesmo esses meios disponibilizem informação, notícias, comunicação e entretenimento para todas as idades, quando usada de forma indiscriminada pelas crianças, podem acabar prejudicando o desenvolvimento dos menores.
Vale ressaltar, a princípio, que, nos tempos de hoje os tabletes, celulares, televisores e computadores são usados sem nenhuma restrição. Assim, as crianças conversam, estudam e brincam na internet. Para tanto, esses meios podem desfavorecer o desenvolvimento desses pequenos, uma que, sempre se mantendo conectado, vai os tirar a interação social na vida real, pois devido ao uso das fontes tecnológicas sem limites, acabam gerando problemas ao longo do seu crescimento, como a falta de relação interpessoal, timidez e até mesmo ansiedade. Tendo em vista que, de acordo com a pesquisa realizada pela AVG Tecnologies, dentre as crianças entre 6 e 9 anos, no Brasil, 97% delas utilizam internet, onde 54% das crianças nesta faixa etária possuem uma conta na rede social.
Paralelo a isso, o uso indiscriminado pelas crianças, que sem discernimento formado acabam acessando conteúdos indevidos ou censurados que podem influenciar negativamente e gerar traumas. Além disso, a inexistência de regras para controlar o uso das mídias digitais é um fator crucial para que esses pequenos desenvolvam sedentarismo, insônia e baixo rendimento escolar. Como já dizia o filosofo grego Aristóteles, “A educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces”. Com isso, é imprescindível que se tenha regras e limites no acesso de crianças ao uso das tecnologias digitais de informação.
Portanto, para mitigar os efeitos dessa problemática, mudanças são necessárias. Nesse sentido, cabe ao Governo, juntamente com as famílias o dever de monitorar o acesso delas a essas tecnologias digitais, criando também parcerias com as instituições de ensino para promover palestras sobre o uso discriminado desses meios por crianças, com o intuído de alertar sobre os riscos que estão expostos. Todavia, a mídia, grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião, deve abordar essa questão, com o propósito de maior mentalização social para o assunto.