ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 31/08/2020

Em decorrência da Revolução industrial, as tecnologias evoluíram de modo que as crianças já nascem inseridas e facilmente aprendem a manejar dispositivos eletrônicos. No entanto, mesmo que esses meios disponibilizem informação, notícias, comunicação e entretenimento para todas as idades, quando usada de forma indiscriminada, podem acabar prejudicando o desenvolvimento dos menores, o que é causado também pela negligência educacional por parte dos pais.

Vale ressaltar, a princípio, que, nos tempos de hoje os tabletes, celulares, televisores e computadores são usados sem nenhuma restrição. Assim, as crianças conversam, estudam e brincam na internet. Para tanto, em relação às regras, pode-se dizer que muitos pais deixam a desejarem na educação dos filhos. Ou seja, os familiares, após uma rotina de trabalho para ficarem isentos de deveres maternos ou paternos, deixam os filhos passarem em frente as telas digitais. Devido ao seu uso sem limites pode gerar problemas na vida adulta, como falta de relação interpessoal, timidez, ansiedade e até mesmo depressão nesses indivíduos.

Paralelo a isso, outro maior problema também, é o uso indiscriminado pelas crianças, pois sem discernimento formado, elas acabam acessando conteúdos indevidos ou censurados que podem influenciar negativamente ou gerar traumas permanentes. Além disso, a inexistência de regras para controlar o uso das mídias digitais é um fator crucial para que esses pequenos desenvolvam sedentarismo, insônia e baixo rendimento escolar. De acordo com o filosofo grego Aristóteles, “A educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces”. Nesse sentido, é imprescindível que os pais imponham regras e limites para educar as crianças no tocante ao uso das tecnologias digitais de informação.

Portanto, para mitigar os efeitos dessa problemática, mudanças são necessárias. Nesse sentido, cabe ao Governo juntamente com as famílias, o dever de monitorar o acesso delas a essas tecnologias digitais, criando também parcerias com as instituições de ensino para promover palestras sobre o uso discriminado desses meios por crianças, com o intuído de alertar sobre os riscos que estão expostos. Todavia, a mídia, grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião, deve abordar essa questão, com o propósito de maior mentalização social para o assunto.