ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 27/08/2020
Segundo o geógrafo Milton Santos, o mundo encontra-se em um Meio Técnico-Científico Informacional, isto é, o florescimento das tecnologias e o advento da internet incidem diretamente em todos os agentes sociais. No entanto, o uso indiscriminado desses recursos, por crianças, é um fator que questiona a amplitude de benefícios de um mundo informacional. Nesse sentido, isso ocorre devido ao descaso familiar e à facilidade de acesso a redes sociais na infância que implicam em consequências
Primeiramente, cabe ressaltar a falta de instrução dos pais à seus filhos de modo a delimitar o uso das tecnologias de informação, e as consequências disso na manutenção de hábitos saudáveis. Desse modo, conforme uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas, mais da metade de um grupo de 21 crianças não praticava exercícios físicos regularmente, ou seja, o demasiado tempo, não estipulado pelos pais, frente a entretenimentos multimídias é o principal responsável por uma escassez de atividades ao ar livre benéficas à saúde. Paralelamente, como consequência dessa carência, a obesidade infantil, a insonia e os problemas de aprendizagem surgem como aliados do descaso familiar. Logo, é notório a importância dos pais no equilíbrio do uso consciente das tecnologias com a prática de exercícios físicos, afim de evitar as consequências da desordem.
Além disso, outro fator apresenta perigos quanto ao uso indiscriminado das tecnologias por crianças: a facilidade no acesso à redes sociais. Desse modo, a teoria de John Locke colabora com a ideia de que o ser humano é moldado conforme suas vivências em sociedade, isto é, desde a infância há a influência do meio a que está inserido, nesse caso, hoje, a tecnologia. Com base nisso, a violação, por crianças, das diretrizes que restringem a idade de acesso à redes sociais, culmina na exposição a conteúdos de viés sexual e agressivo, fazendo com que elas estejam mais propicias a agir conforme o que veem. Ademais, a partir disso, emergem ramificações dos riscos da internet, como o contato com desconhecidos e a exposição íntima exagerada. Logo, as redes sociais mostram-se como armas que podem ferir crianças quando acessadas precocemente.
Urge, pois, que medidas sejam aplicadas para combater tal problemática. Portanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com os Estatutos da Criança e do Adolescente municipais, implantar uma campanha em prol da segurança das crianças quanto ao uso das redes sociais. Assim, por meio da divulgação de propagandas midiáticas que alertem os pais acerca do uso indiscriminado de redes sociais, e de palestras em escolas que motivem a prática de exercícios físicos, tornar-se-á viável o uso racional das tecnologias por crianças e a manutenção de hábitos saudáveis na infância.