ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 01/09/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através desse fragmento do poeta modernista Carlos Drummont de Andrade, percebe-se que a sociedade ao longo do seu desenvolvimento encontra obstáculos em sua jornada. O uso indiscriminado das tecnologias digitais por crianças, na sociedade contemporânea constata esse argumento. Ademais, tendo em vista que, há uma linha tênue entre os benefícios e malefícios em relação as mídias digitais, faz-se necessário uma reflexão e também medidas que possam combater as mazelas.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a tecnologia é uma presença essencial na vida da sociedade do século XXl. Fator este que possibilitou inúmeras maravilhas para toda humanidade, assim como, a aproximação mesmo que em distantes, inovações tecnológicas, e etc… No entanto, essa tal “maravilha” se usada indiscriminadamente, ainda mais por crianças pode acarretar diversos prejuízos. De acordo com o filósofo Platão “o importante não é viver, mas viver bem”. Entretanto estar em conformidade com Platão tem se tornado um enorme obstáculo na sociedade moderna.

Por conseguinte, presencia-se tanto o sedentarismo quanto a alienação como corolário do problema. Além disso, em conformidade com a Sociedade Mineira de Pediatria (SMP), 68% de crianças de 11 a 12 anos possuem perfis em redes sociais. Partindo desse pressuposto, ainda afirma que 82% dos jovens navegam diariamente na internet, onde são expostos a todos os tipos de riscos, em grande parte à pedofilia. Pois deixam de lado as atividades físicas e sociais presenciais, preferindo a falsa sensação de estar “conectado” com todos. Contudo, a falta de regulamentação desse hábito e o diálogo por parte dos responsáveis, diferem a resolução do óbice, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Em primeiro plano, a família tem o principal papel nessa temática, pois devem fornecer diálogos, a fim de conscientizar seus filhos de todos os riscos e perigos que a internet oferece, além de incentivar a prática de hábitos saudáveis, como esportes, e interação com pessoas presenciais. Além disso, as instituições de ensino devem por meios de debates, palestras e cartilhas; trabalhar sobre a pedofilia na “rede”, a fim de reforçar os ensinamentos a esses pequenos nacionalizantes, e fornecer maior esclarecimento e prevenir sobre tal ato nefasto que pode presenciar em um mundo conectado. Pois, talvez só assim, poderemos começar a tirar essa pedra do nosso caminho e seguir em frente.