ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 11/09/2020

Na obra ‘‘utopia’’, do escritor Thomas More, é retratada um sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto o que o auto prego, uma vez que  o combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças apresenta barreiras, as quais  dificultam a concretização dos plano de More. Nessa perspectiva, há dois fatorem que não podem ser negligenciados:  a falta de denúncia e a insuficiência legislativa.

Deve-se pontuar, de início, que ausência leis configura-se com um grave empecilho. Sob esse viés, o filosofo John Locke defende que ‘‘As leis fizeram-se para o homem e não para lei.’’ Ou seja, ao ser criada uma lei, é preciso que  ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas na sua aplicação. No entanto, na questão do combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças, é possível perceber que essa  legislação não tem sido suficiente para a resolução desse óbice, haja vista que,  de acordo com o Instituto  Brasileiro de Geografia e Estatística, 8,99% das crianças já receberam algum tipo de foto íntima pela internet  e , por consequência, as crianças ficam vulneráveis  a qualquer tipo de pedofilia na rede sociais. Assim, a lei sendo enfraquecida, dificulta a resolução desse obstáculo.

Além disso, outro problema enfrentado  é a falta de denúncia. Nesse contexto, o imperativo categórico, de Kant, preconiza que o indivíduo  deve agir apenas segundo a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal. Porém, no que tange  à questão do combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças há  uma lacuna no dever moral quanto ao exercício da denúncia. Em virtude que,  30% das crianças  tiveram encontro marcado pela internet com pessoas estanhas, segundo o OUL. Logo, é imprescindível  a denunciação para que as autoridades  responsáveis possam atuarem para  amenizar esse entrave.

Portanto, medidas são necessárias para mudar o quadro atual. Destarte, para a conscientização da população brasileira a respeito da problemática, é preciso que as escolas, com apoio das prefeituras e das mídias, promovam um espaço para rodas e discussões sobre o conteúdo no ambiente escolar, por meio de palestras. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença de professores e de especialistas no assunto, com o intuito de combater a falta de  denúncia e a  carência  legislativa  e de que as pessoas compreendam a matéria relativa ao enunciado. Com isso, a coletividade alcançaria a ‘‘Utopia’’ de More.