ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 15/09/2020
Desde os processos denominados “revoluções industriais”, o mundo tem priorizado produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Ao refletir a respeito do uso de tecnologias digitais por crianças, o que no século XXI desencadeia diversos riscos a saúde física e mental desses jovens, a problemática ocorre em virtude da falta de supervisão dos pais. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber, que no Brasil a inicialização de crianças a tecnologia ocorre muito cedo. Diante disso, segundo a terapeuta canadense Cris Rowan, a qual defende que o uso de tecnologia por menores de 12 anos é prejudicial ao desenvolvimento e aprendizado infantis. Pois a superexposição da criança a celulares, internet, iPad e televisão está relacionada ao déficit de atenção, atrasos cognitivos, dificuldades de aprendizagem, impulsividade e problemas em lidar com sentimentos como a raiva. De maneira análoga, identifica-se, que a exposição cedo afeta o desenvolvimento psicossocial da criança.
Desse modo, decorre pela falta de supervisão dos pais ou responsáveis. A vista disso, nota-se, os filhos acessam tais redes sem supervisão dos pais ou até mesmo dão o exemplo para os filhos. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que é nocivo para a formação familiar, uma vez que os mesmos não interagem fisicamente e ficam presos ao celulares, computadores e televisão. Logo, isso são traços da Modernidade Líquida proposta pelo sociólogo polones, Zygmunt Bauman, a teoria diz sobre uma nova época em que as relações sociais, econômicas e de produção são frágeis, fugazes e maleáveis, como os líquidos devido às mudanças causadas pelas Revoluções Industriais na construção do indivíduo.
Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que ongs em conjuntos com pais e responsáveis desenvolvem atividades psicomotoras com crianças ao ar livre, de modo que seja proporcionado a crianças outras experiências além das tecnologias, com a finalidade de que os impactos sejam ínfimas. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate às consequências da modernidade líquida nas relações familiares, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.