ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 19/10/2020

Com o advento da tecnologia da informação no mundo, várias formas de entretenimentos foram criadas para satisfazerem os desejos mais intrínsecos da humanidade. Contudo, há fatores maléficos que deterioram a qualidade de vida de crianças devido ao uso inadequado de ferramentas disponibilizadas na internet. Sendo assim, dois aspectos fazem-se relevantes: a displicência estatal, bem como a negligência, por parte das famílias, em impor limites ao uso indiscriminado de aparelhos com acesso à internet.

A priori, a falta de atenção do Estado a questão é fator que reforça o impasse. Sob essa ótica, Aristóteles, filósofo grego, afirma que a política deve ser usada de modo a alcançar um equilíbrio social, porém não é essa a percepção que temos. Tal fato se reflete nos baldos investimentos governamentais em levar conhecimento ao público - infantojuvenil e as famílias - dos benefícios e malefícios que a web proporciona aos de idade tenra, medida que traria uma maior distinção do que pode se tornar um prejuízo a eles, e saberiam se sair melhor de qualquer perigo advindo das redes e ainda aproveitar o que for útil e lúdico com mais segurança. Contudo, por falta de administração e de algumas gestões, isso não é firmado, ficando a malha social a mercê do caos.

Ademais, cabe ressaltar a negligência cometida pelas famílias em colocar limite aos noviços do uso exagerado dos recursos disponíveis na internet. Nesse viés, a Constituição Cidadã assegura que é garantido o direito de segurança e lazer dos infantes. Nesse contexto, as famílias se tornam uma ponte entre o que deve ou não ser acessado pelas crianças, que, por não terem o discernimento adequado, tornam-se alvos fáceis de pessoas mal intencionadas; no entanto, essa travessia não é feita devido ao descuido dos pais em monitorar de maneira eficaz a vida online dos filhos. Assim, ficam sujeitos a todas as adversidades e a problemática enraizada na sociedade.

Portanto, medidas são necessárias para solução desse cenário. Destarte, o Estado, por meio de propagandas em rede aberta de televisão ou em aplicativos mais usados por internautas, deve mostrar as famílias as consequências vindas do uso incontrolado das tecnologias digitais por crianças. Podendo, entretanto, fazer entrevistas com parentes que já foram vítimas de malfeitores e debater como poderia ser evitado os tipos de atitudes danosas a elas. Tudo isso, para que os pequenos possam desfrutar de forma eficaz e segura os benefícios que a tecnologia proporciona e terem suas vidas protegidas pelo sistema. Assim, será assegurado uma qualidade de vida as famílias e o impasse atenuado.