ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 02/11/2020

A Organização das Nações Unidas, popularmente conhecida pela sua sigla ONU, classifica o acesso às tecnologias digitais de informação - a exemplo da internet- como um direito humano básico, principalmente por conta da devida importância no modo de vida contemporâneo. No entanto, o uso indiscriminado de tal tecnologia por crianças e adolescentes é cada vez mais presente na sociedade atual, configurando um problema que deve ser combatido. Diante disso, é importante analisar dois aspectos: a falta de supervisão adequada de pais e responsáveis, além da escassez de orientação e debate no meio educacional. Em primeiro plano, é necessário observar a falta de acompanhamento dos adultos diante desse problema. Segundo a pedagoga, escritora e apresentadora, Cris Poli, o acesso à tecnologia pelos menores de idade deve ser supervisionado constantemente. Seguindo essa linha de pensamento, é possível perceber que muitas crianças são submetidas ao uso excessivo de redes sociais e plataformas digitais em geral, sem o necessário cuidado aos perigos existentes nesse espaço de interação e informação, sendo submetidas em muitas vezes ao conteúdo pornográfico, roubo de dados e até mesmo aliciadores a abusadores sexuais atuantes na internet. Dessa forma, é nítido que o combate ao uso irresponsável do meio digital de informação por jovens, deve ter o protagonismo de adultos, que possuem, em sua maioria, a devida experiência e cuidado necessário para evitar tais perigos do espaço virtual. Outrossim, é observável, também, a falta de debate em escolas e centros educacionais diante do tema. De acordo com o filósofo e pedagogo brasileiro, Paulo Freire, a educação é o principal caminho de transformação dos indivíduos na sociedade. No entanto, diferentemente desse viés, nota-se uma falha do sistema de ensino e preparação de crianças e adolescente para o uso não abusivo do âmbito virtual, sendo cada vez mais escasso o debate e a instrução disciplinar necessária diante da problemática. Isso ocorre por conta da falta de investimentos e adequação dos espaços de ensino, nos quais ainda possuem precariedade no manuseio e aquisição de ferramentas tecnológicas, não entrosando os discentes e docentes com o uso responsável das tecnologias digitais contemporâneas. Em suma, tal distância entre a educação e o meio digital e falta de diálogo, gera cada vez mais indivíduos não aptos para evitar os perigos e mazelas do espaço tecnológico informacional. Infere-se, portanto, que é necessário o combate ao uso indevido das tecnologias digitais de informação por jovens. Sendo assim, cabe ao Ministério da Família e ao Ministério da Educação- instâncias de atuação do governo- promover campanhas de conscientização da esfera familiar diante de tal problema. Dessa maneira, por meio de palestras e propagandas em escolas públicas e privadas -voltadas principalmente para o nível fundamental e médio de ensino- com a intenção de alertar sobre os perigos existentes diante do uso errôneo do meio tecnológico. Em suma, jovens e crianças poderão usar de maneira produtiva e segura os benefícios que a tecnologia proporciona.