ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 08/11/2020
A Revolução Técnico-Científico-Informacional foi responsável pelo advento de diversas inovações no mundo contemporâneo, dentre elas, a internet e smartphones. Contudo, as implementações desses novos meios não se concretizaram de modo a protegerem o uso indiscriminado das tecnologias digitais da informação por crianças. Assim, é importante compreender como a falta de conhecimento sobre os perigos online interfere na problemática e suas consequências para os infantis.
A princípio, vale ressaltar que a passividade infantil é um grande agravante do quadro. De acordo com filósofo prussiano Kant, em sua teoria do Esclarecimento, a ausência do uso da razão própria se constitui como característica da menoridade. Nesse sentido, é indubitável que devido a falta de discernimento, a criança se expõe de modo indisplicente, como divulgado pela Sociedade Mineira de Pediatria, 52% dos usuários infantis têm seus perfis públicos, externando informações como telefone, endereço e escola. Logo, percebe-se que há um compartilhamento gritante de informações, as quais colocam em risco à segurança e integridade do sujeito.
Ademais, cabe destacar os efeitos do uso excessivo das redes. Nesse viés, problemas relacionados à saúde, a exemplo de sedentarismo, má alimentação e desregulação do sono, que de acordo com pesquisas da Universidade Estadual de Campinas ( Unicamp), prejudica a concretização das memórias e aprendizados, concretizam-se como grandes consequências à saúde. Além disso, a alta exposição nas redes compromete a proteção dos menores, visto que os enquadram em um ambiente nocivo, o que infelizmente, propicia situações como aliciamentos por abusadores e pedófilos.
Diante do exposto, fica evidente que o uso indiscriminado das tecnologias informacionais pelas crianças é um entrave que precisa ser solucionado. Dessa maneira, cabe aos pais - estrutura fundamental na formação infantil - fiscalizar e filtrar as atividades praticadas nas redes, por meio de softwares e dispositivos de bloqueio de sites online, a fim de possibilitar um local menos perigoso ao indivíduo. Com tais medidas, será possível usufruir das tecnologias do século XXI com a devida segurança às crianças.