ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 12/11/2020
Atualmente, o crescimento de canais infantis na plataforma online Youtube exibe a nova realidade do consumo de entreterimento digital por parte das crianças no Brasil. Porém, quando esse consumo se torna indiscriminado, os menores ficam expostos a diversas consequências psicossociais, que podem afetar no seu aprendizado e na sua capacidade de socialização. Diante disso, é evidente o desafio para combater essa circunstância, que é ainda agravada tanto pela negligência de instituições formadoras de valores comportamentais quanto pela ineficácia de ações políticas.
A princípio, por a discussão sobre o uso de tecnologias digitais por crianças ser pouco difundida, parte das famílias e outras instituições sociais, como as escolas, subestimam a importância de conhecimentos sobre o tema, além de se omitirem no repasse de informações acerca dessas questões. Com isso, muitas crianças crescem expostos por muito tempo aos aparelhos digitais, o que é chamado de “tempo de tela”, e não sabem os perigos associados a essa prática. Nesse sentido, verifica-se que ainda há muita negligência a respeito das crianças no mundo digital, o que faz que, muitas vezes, esse público sofra consequências em seu desenvolvimento.
Ademais, no contexto relativo à questão pública, é flagrante a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas no combate ao uso exarcebado dessas tecnologias por crianças no Brasil. Prova dessa debilidade são dados do portal de notícias G1, que mostram que o tempo médio de tela de crianças no Brasil ultrapassa a recomendação de especialistas, o que exibe a gravidade do problema a falta de medidas efetivas para combate-lo. Logo, indubitavelmente, é necessário maior engajamento das autoridades competentes para resolver essa questão no país.
Portanto, com o objetivo de consolidar, satisfatoriamente, uma mentalidade social que valorize o cuidado com o desenvolvimento infantil no mundo cada vez mais digital, compete a mais famílias e setores da imprensa ampliar, por meio, respectivamente, de mais diálogos domésticos e documentários em horário nobre sobre o tema, a necessária preocupação com o malefícios causados pela exposição exarcebada aos aparelhos digitais nos menores. Além disso, cabe ao Governo Federal intensificar investimentos em políticas públicas para evitar que as crianças façam uso indiscriminado de tecnologias, por meio de uma reestruturação orçamentária capaz de destinar mais recursos específicos para contemplar essa questão.