ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 25/11/2020

Na terceira Revolução Industrial, também chamado de Técnico-Cientifica-Informacional, o ramo das telecomunicações foi um dos que tiveram mais evolução, pois, a internet é algo acessível para a grande maioria das pessoas, nos dias atuais. Entretanto, a facilidade de acesso a essa tecnologia tem sido prejudicial, em destaque, para as crianças. Nesse sentido, duas situações fazem-se relevantes: a falta de supervisão de pais e responsáveis e o aumento de problemas de saúde na vida das crianças.

Em primeiro lugar, a falta de supervisão dos responsáveis é um problema. Segundo o sociólogo francês Gilles Lipovetsky, a sociedade atual é hipermoderna - na qual os valores da modernidade estão exacerbados - , e nela a noção de tempo está “acelerada”. Por conta disso, os pais acabam acreditando que não tem tempo para orientar e vigiar os filhos quanto aos perigos presentes na internet, a causa desse impasse está diretamente ligada a intensificação da rotina de trabalho desses responsáveis. Como consequência disso, há um aumento na vulnerabilidade das crianças a pedófilos que atuam pelas tecnologias digitais, com a intenção de se conseguir encontrar, ou até mesmo, fotos os vídeos dessas crianças.

Em segundo lugar, o aumento de problemas de saúde na vida das crianças é recorrente na sociedade atual. De acordo com dados da Academia Americana de Pediatria (AAP), as mídias digitais contribuem para diferentes problemas de saúde dessas crianças, como o aumento da obesidade, depressão e ansiedade. Sob esse prisma, crianças e adolescentes ficando cada vez mais dependentes das redes sociais, gera dificuldades em se relacionar com outras pessoas fora da internet e a falha de desenvolver um senso crítico pois, por passar muito tempo nas redes a pessoa perde o foco, fica mais distraída, retém menos informações e, consequentemente, também há uma diminuição de memória. Dessa maneira, essa realidade é preocupante, visto que segundo um levantamento pelo AppGuardian, aplicativo de controle parental, revela que crianças estão gastando 25 horas do seu tempo em frente ao You Tube, sendo praticamente, dependentes da tecnologia que pode causar malefícios a essas crianças.

Portanto, cabe ao Governo Federal, criar políticas públicas e sociais, por meio de campanhas nas escolas sobre a existência de pessoas mal intencionadas na internet - através de palestras e debates sobre o assunto -, com a finalidade de reduzir o número de crianças que são aliciadas nas redes sociais. Somente assim, com medidas pontuais e gradativas que a falta de supervisão dos responsáveis e aumento de problemas de saúde na vida de crianças poderão ser resolvidas no corpo social.