ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 26/11/2020

Um dos maiores criadores de conteúdos do Youtube no Brasil, Felipe Neto, começou na internet publicando vídeos onde criticava agressivamente a cultura pop, mas, depois de um tempo, mudou seu conteúdo, voltando-o para um público mais infantil. Essa mudança, contudo, exibe a nova realidade do consumo de entretenimento digital por parte das crianças, o que, caso demasiado, pode afetar no aprendizado e na capacidade de socialização dos menores. Diante disso, é evidente o desafio para combater essa circunstância, que é ainda agravada tanto pela negligência de instituições formadoras de valores comportamentais quanto pela ineficácia de ações políticas.

A princípio, por a discussão sobre o uso de tecnologias digitais por crianças ser pouco difundida, parte das famílias e outras instituições sociais subestimam a importância de conhecimentos sobre o tema, além de se omitirem no repasse de informações acerca dessas questões. Com isso, as crianças crescem expostas por longos períodos aos aparelhos digitais, e não sabem os perigos associados a essa prática. Nesse sentido, verifica-se que ainda há muita negligência a respeito das crianças no mundo digital, o que faz que, muitas vezes, esse público sofra consequências em seu desenvolvimento.       Ademais, no contexto relativo à questão pública, é flagrante a ausência de políticas suficientemente efetivas no combate ao uso exacerbado dessas tecnologias por crianças no Brasil. Prova dessa debilidade são dados do portal de notícias G1, que mostram que o tempo médio de tela de crianças no Brasil cresce a cada ano, e já ultrapassa a recomendação de especialistas, o que exibe a gravidade do problema e a falta de medidas efetivas para combatê-lo. Logo, indubitavelmente, é necessário maior engajamento das autoridades competentes para resolver essa questão no país.

Portanto, com o objetivo de consolidar, satisfatoriamente, uma mentalidade social que valorize o cuidado com o desenvolvimento infantil na era digital, compete a famílias e setores da imprensa ampliar, por meio, respectivamente, de mais diálogos domésticos e documentários em horário nobre sobre o tema, a necessária preocupação com o malefícios causados pela exposição exacerbada aos aparelhos digitais nos menores. Além disso, cabe ao Governo Federal intensificar investimentos em políticas públicas para evitar que as crianças façam uso indiscriminado de tecnologias, por meio de uma reestruturação orçamentária capaz de destinar mais recursos específicos para contemplar essa questão.