ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 29/11/2020
Liberdade protegida
A revolução técnico-informacional vigente no século XXI proporcionou a alteração nas relações entre a sociedade e a internet. Nesse cenário, as crianças foram as mais afetadas, uma vez que não possuem uma rede neural completamente formada para lidar com essas novas demandas do mundo moderno. Isso não se evidencia apenas pela grande influência comportamental dos conteúdos compartilhados, mas também pela grande exposição de suas vidas nas mídias. Cabe-se, então, buscar soluções para combater o uso indiscriminado dessas tecnologias digitais de informação pelas crianças.
Em uma primeira análise, sob a ótica social, o uso excessivo de celulares pelo público infantil potencializou uma verdadeira pandemia de crimes cibernéticos. Nessa caótica conjuntura, os jovens dotados de sua ingenuidade são reféns de atos desumanos praticados por pessoas que exploram e abusam dessa situação. Por exemplo, durante o ano de 2019, circulou nas redes sociais a personagem Momo que incentivava as crianças a cometerem autoflagelo e suícidio, casos como esse tornaram-se comuns no contexto de um mundo movido pelas tecnologias. Logo, é preciso coibir essas práticas e estimular o diálogo com esse púbico juvenil, o qual é massivamente atacado por sua imaturidade.
Ademais, vale ainda salientar que a maior exposição às informações nas tecnologias digitais é um perigo para as crianças na ausência da vigilância dos pais. Isso porque o acesso deliberado nas redes sociais propicia o contato com desconhecidos, além da divulgação de dados pessoais dos jovens, o que pode ser extremamente perigoso, tornando-os alvos fáceis para sequestradores. Gilles Deleuze, nesse sentido, afirmou que quanto maior a liberdade, menor é a segurança do povo, sendo assim, a falta de observação no comportamento dos menores pode resultar em casos graves de roubo ou sequestro. Dessa forma, um maior cuidado no meio digital é fundamental para evitar esses crimes.
Torna-se evidente, portanto, que o combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação pelas crianças se dá por meio da proteção contra a grande exposição e a ação contra potenciais criminosos. Para realizar isso, é preciso que as grandes empresas das redes sociais façam, em parceria com os Governos locais, a criação da identidade virtual, na qual seja preciso cadastrar um documento oficial do indivíduo para garantir a veracidade de sua idade e impedir o acesso prematuro das crianças nas mídias. Além disso, é preciso tirar de circulação personagens como a Momo que estimulem atos contra a vida, por meio da verificação das postagens e das buscas acerca do assuto realizadas nas mídias. Dessa maneira, construir-se-á uma sociedade em que de fato a revolução técnico-informacional seja feita de modo seguro e agradável para a sociedade.