ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 08/12/2020

A globalização proporcionou ao mundo uma maior evolução nos processos tecnológicos, dentre eles a informática, a eletrônica, as telecomunicações e outros meios. Diante disso, a internet é hoje a mais importante ferramenta de comunicação. No entanto, um problema que cerca essa realidade é o uso indiscriminado das tecnologias de informações por crianças. Nesse contexto, deve-se analisar como o individualismo e a negligência governamental causam esse problema.

Em primeiro plano, o individualismo é o principal causador desse imbróglio. De acordo com o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o brasileiro é, desde a colonização, marcado por um egoísmo exacerbado que o leva a negligenciar os cuidados com os filhos, a fim de atender aos interesses pessoais. Desse modo, os pais, ao estar imerso nesse panorama líquido, acaba por não regulamentar o uso excessivo de tecnologias, além de não fiscalizar o tipo de conteúdo visto por suas crianças e nem o tempo de permanência deles na internet. E por uma redução do olhar dos pais sobre essa situação, as crianças adquirem hábitos prejudicais a saúde como o sedentarismo, déficit na memória e no aprendizado devido a um tempo prolongado com tecnologias, como jogos eletrônicos e redes sociais.

Outrossim, a falta de conhecimento colabora para a manutenção dessa mazela. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. De forma análoga a esse pensamento, o atual cenário brasileiro se encontra com sua visão reduzida, pois a sociedade acha normal crianças usarem a tecnologia de maneira alienada e indiscriminada. Por consequência, segundo o site blog.smp.com, é comum ver crianças com menos de 9 anos de idade em rede sociais para adultos, navegando de forma extremamente vulnerável, pois divulgam dados pessoais corriqueiramente, tornando-se possíveis vítimas de criminosos virtuais.

Por fim, caminhos devem ser elucidados para acabar com esse problema, levando-se em consideração as questões sociais abordadas. Sendo assim, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com prefeituras, desenvolva “workshops”, em escolas, por meio de verbas governamentais, sobre a importância do uso consciente e moderado de tecnologias, de maneira a promover uma utilização mais equilibrada e saudável. Tais atividades devem ser direcionadas aos alunos do ensino fundamental e médio e aberto à comunidade. Além disso, podem ser ofertadas atividades práticas, como dinâmicas e dramatizações, a fim de tratar de forma lúdica as futuras consequências do uso indiscriminado que as tecnologias podem causar. Só assim, a sociedade se tonará mais comprometida com o futuro de suas crianças.