ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 08/12/2020

A terceira Revolução Industrial, no final do século XX, apresentou a internet, uma ferramenta que promove a conexão entre pessoas e dilui barreiras. Entretanto, isso não é aplicado de forma plena. Devido à ascensão do uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças, o público infantil fica à mercê da influência de indivíduos mal intencionados, assim como expostos ao olhar de predadores sexuais. Desse modo, cabe pontuar os pilares que sustentam esse problema.

Em primeiro plano, crianças presentes nas mídias sociais tornam-se alvos fáceis de pessoas de má índole. A exemplo da “Baleia Azul”, uma brincadeira controversa que se popularizou na internet, de acordo com o Uol Notícias. Criminosos utilizam a imagem inofensiva e animada da baleia para propor desafios perigosos as crianças, como manusear facas e fogo. Tal informação revela a suscetibilidade do público pueril à influencias externas. Nesse sentido, destaca-se a periculosidade do uso indiscriminado das tecnologias digitais por crianças.

Analogamente, as plataformas on-line também agem como instrumentos para que predadores sexuais alcancem suas vítimas menores de idade. Segundo dados levantados pelo portal G1, três em cada dez crianças entrevistadas afirmaram já ter conversado com estranhos nas redes sociais. Nesse contexto, essa pesquisa evidencia a facilidade de aproximação e contato que as mídias sociais proporcionam a potenciais abusadores, o que coloca em risco a integridade física das crianças usuárias.

Em suma, depreende-se que o uso indiscriminado das tecnologias digitais por crianças requer combate expressivo. convém às Secretarias da Educação, com uso devido da verba pública, a promoção de palestras nas escolas, com a presença de pais e alunos, com o objetivo de disseminar a importância da vigilância e controle do tempo que crianças passam nas plataformas digitais. o que pode minar a influência de terceiros nesses ambientes. Ademais, o Senado, por meio de sua função legislativa, deve criar leis que obriguem as redes sociais a aumentarem a idade mínima de inscrição para 15 anos, com intuito de resguardar a imagem e integridade das crianças, que terão acesso às redes em uma idade de maior consciência e senso crítico. Por intermédio dessas medidas, a internet cumprirá seu papel unificador, e crianças terão uma infância digna.